Cerca de 20% do território de Mato Grosso está nas mãos de estrangeiros. É o Estado brasileiro com maior percentual de terras sendo ocupadas por pessoas ou empresas de outros países. No total, 19,99% das propriedades rurais mato-grossenses são de estrangeiros não-residentes no Brasil.
O percentual corresponde a nada menos que 180,581 mil km² dos 903,357 mil km² da área total do território mato-grossense. Para se ter uma ideia, isto equivale a quase um estado do Paraná ou à Dinamarca, Croácia e Hungria juntas. Também representa 34% de toda a área do território brasileiro adquirida por estrangeiros, 535,203 mil km², que por sua vez equivale a 6,2% do Brasil, ou seja, quase uma França.
Depois de Mato Grosso, o Estado com maior percentual de terras nas mãos de estrangeiros é São Paulo, com 13,48%. Em seguida, aparecem Mato Grosso do Sul (11,70%), Bahia (9,41), Minas Gerais (7,73%), Paraná (7,59%) e Goiás (6,23%). Observe-se que são Estados com forte presença do agronegócio e não é coincidência que a maioria dos estrangeiros proprietários atue neste setor.
São empresas multinacionais do agronegócio. Um dado curioso é que a ocupação da Amazônia por estrangeiros é muito reduzida, ao contrário do que se imaginava. Provavelmente porque nesta região a força do agronegócio ainda é tímida. Uma exceção é Mato Grosso, que tem praticamente a metade de seu território na Amazônia Legal.
Tirando o Pará, que tem uma presença significativa (5,84%), os demais Estados da região possuem poucos estrangeiros ocupando terras: Amazonas (2,51%), Tocantins (2,59%), Rondônia (0,86%), Roraima (0,59%), Acre (0,34%), Amapá (0,16%) e Maranhão (1,61%) que, embora pertença geopoliticamente ao Nordeste, tem boa parte de seu território dentro da Amazônia Legal.
Mas não é só a agropecuária que estimula o interesse dos estrangeiros pelo Brasil. Muitas terras ricas em minérios estão dominadas por eles. Estrategicamente, indivíduos e grandes corporações foram adquirindo essas áreas. Sem falar nas ocupações de terras ricas em biodiversidade.
De olho no aumento da aquisição de terras por estrangeiros no Brasil, deputados federais resolveram agir e criaram, dentro da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, uma subcomissão especialmente para fiscalizar a aquisição e destinação de propriedades rurais por estrangeiros. Os trabalhos são presididos pelo deputado mato-grossense Homero Pereira (PR).
Ele acredita que é necessário analisar e propor medidas sobre o processo de aquisição dessas áreas rurais e fiscalizar suas utilizações. Para tanto, o parlamentar levanta até a possibilidade de rever a legislação vigente. “Impera uma situação de descontrole fundiário no Brasil, portanto, o Congresso Nacional precisa se posicionar sobre a matéria”, disse.
O debate sobre uma lei específica para tratar do tema já teve início na Câmara e deve ser intensificado dados a ser apresentados a partir de investigações da subcomissão. O tema é considerado controverso por tratar da aquisição de áreas em solo brasileiro por estrangeiros. Mas há quem entenda como proibição.
Caro José da Rocha Filho, acho q o cidadão André ai de baixo não está tão certo quanto as declarações, ele deve ter tentado se referir ao Evo Morales. Tudo bem, não vem ao caso, mas ao que parece pela tua crítica sobre a ganancia dos ruralistas, tu nao gosta de dinheiro, me passa o teu email, vou te passar por email numero da minha conta corrente, pois tu nao é ganancioso. Defendo sim a nossa soberania na agricultura Brasileira e por Brasileiros e Caro André, Brasileiro tambem gera emprego no campo. Quanto a política, Graças a Deus é dilma, imagina se o barbudo falastrão e dono da metade das terras da amazonia tivesse perpetuado lá?
Sr. André, por favor,informe-se melhor. Quem está fazendo esse alvoroço todo são os ruralistas, que temem a concorrência e querem aumentar suas propriedades. É só ver a foto do Sr. homero que vc verá que eu tenho razão. Esse pessoal vem falar em soberania, eles só pensam em dinheiro. Está lembrado dos dez milhões da SEDER? Quanto ao hugo Chavez, a quem eu não tenho porque defender, informo-lhe que existe um grande número de fazendeiros brasileiros que exploram terras na Venezuela e nunca foram ameaçados. Vamos ler, nos informar, saber oque está acontecendo. Já sobre a Dilma, vc tem que engolir,cara. Não tem outro jeito. Mas pode criticar. Afinal, vcs não têm outra opção. Lembro-me de um provérbio que diz o seguinte: Os cães ladram e caravana passa.
Agorinha vão desapropriar as empresas estrangeiras, chutar a bunda deles e apropiar. Bem a cara de Dilma e Hugo Chaves. Más o que não devemos esquecer é, que eles geram empregos a milhares de pessoas, seja na indústria ou no agronegócio. A nossa legislação é totalmente defasada deve-se sim realizar um estuddo sobre o tema, com a função de normatizá-lo, más de forma alguma punir essas pessoas que ai estão.
O ilustre deputado deveria aproveitar o embalo para investigar as terras de propriedade do Estado que foram parar nas mãos de politicos e outros figurões, vendidas pelo Intermat à preços irrisórios.
não consigo entender a a preocupação exagerada com relação à propriedades de estrangeiros no Brasil. Os críticos deveriam lembrar que um grande número de brasileiros possui terras no Uruguai, no Paraguai, na Bolívia, na Venezuela, e em menor quantidade, em vários outros países, inclusive na Austrália. Quem se dispõe a comentar um assunto desses, deve analisá-lo de forma mais ampla. Os fazendeiros brasileiros representam algum perigo para os países citados? Uma vêz que as propriedades dos estrangeiros estejam de acordo com a legislação brasileira, qual é o problema? Tem discurso beirando a xenofobia.
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