Sábado, 26 de Maio de 2012, 07:37 h
EDUCAÇÃO | 09/06/2011 - 07:14

Governo alega falta de recurso; professores mantêm paralisação

Andréa Haddad

     Após a tentativa mal sucedida de encerrar a greve dos servidores da Educação, o governo estadual emitiu nota em que alega falta de recursos para atender à reivindicação da categoria, que exige reajuste salarial de 15%. Durante a manhã desta quarta (8), representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública de Mato Grosso (Sintep-MT) abandonaram a reunião com o secretário-chefe da Casa Civil, José Lacerda, na Assembleia, quando o representante do Executivo reapresentou a contraproposta de recomposição imediata de 10% e outros 5% em dezembro.

     O governo alega que a folha salarial já consumiu 87% dos recursos destinados à educação e admite que há apenas 13% para investimentos, como na reforma e construção de novas salas de aula, merenda e transporte escolar. “O governo considera importante a valorização salarial dos profissionais da Educação. Porém, existem limitações orçamentárias e financeiras que restringem a possibilidade de aumento salarial”, diz trecho da nota.

     A recomposição de 15% elevaria para R$ 1,3 mil o piso salarial de todos os profissionais da área. Diante da decisão da categoria em descartar a contraproposta, o governo aponta para o aumento de 81,38%, ao longo dos últimos cinco anos, nos vencimentos de todos os profissionais da Educação, sendo 34,68% de reposição salarial com base na inflação aferida pelo INPC e 46,7% de aumento real.

     Contudo, os argumentos não convenceram os profissionais a encerrar a paralisação. Os representantes da categoria alegam que se retiraram da audiência com Lacerda e com a secretária estadual de Educação, Rosa Neide, pela ausência de nova contra-proposta para ser debatida. “(...) diante do fato de que os secretários não apresentaram nova proposta - apenas repetiram os apontamentos feitos na reunião anterior e reafirmaram a proposta encaminhada em 3 de junho, que não contempla a reivindicação da categoria, além de extinguir na prática a carreira única dos trabalhadores da Educação -, a direção do Sintep/MT se retirou da reunião com a equipe do governo do Estado, tendo em vista de que em nada avançaria naquele contexto”, diz trecho da nota divulgada pelo sindicato, presidido por Gilmar Soares Ferreira.

     A categoria demonstra indignação decisão do governo de propor recomposição diferenciada para profissionais da mesma área, com implantação imediata do piso de R$ 1,3 mil apenas para os professores com nível médio, enquanto os demais trabalhadores a embolsar a diferença apenas a partir de dezembro deste ano. “Com essa proposta, somente 94 professores e 930 trabalhadores seriam beneficiados, e a situação do Apoio Administrativo não fica clara. Além disso, significa o retrocesso de uma conquista fundamental: a carreira única. Seria o mesmo que rasgar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), fruto da luta incansável da categoria”, aponta o Sintep.

Comentários:
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  • Renata Silva | 16/06/2011 09:58
    vg

    Caro Governador todos os fuicionarios dos demais orgão de nivel medio ganha mais que qualquer professor de nivel superior que Horor,o senhor nunca passou na mão de um professor na sua vida a sim se ter passado mas numa escola particular né filho de pobre que se lasque só serve para votar para vocês seus canalhas.

  • Edevaldo | 10/06/2011 08:22
    cuiabá

    Educação aonde,brasil Mato grosso?Educação ,Mato Grosso- Brasil??-uma merda,o Brasil tem condições de ter uma melhor qualidade de ensino,e pagar um salário, decente aos professores ,Lembre-se senhores governantes um Pais,aonde vocês investes em educação e conhecimento e informação a população de estudantes é um pais rico,uma nação sem conhecimento sem Educação é uma nação pobre???

  • Marcos Cuiabano | 09/06/2011 18:33
    Cuiabá-MT

    Já postei essas informações, mas não vou me cansar de repeti-las: o Governo do Estado de Mato Grosso quer vencer os profissionais da Educação e toda a sociedade com essas bravatas de limites orçamentários e Lei de Responsabilidade Fiscal. Em momento algum foi dito pelo Governador ou por qualquer outro Secretário de Estado que havia empecilho ou dificuldade orçamentária e/ou fiscal para conceder os seguintes aumentos: mais de 30% para servidores da saúde, que passou a receber em final de carreira para nível superior mais de R$ 11.000,00 (sem exigir doutorado); quase R$ 18.000,00 para o grupo TAF, Delegado e Coronel da PMMT (todos sem exigir o doutarado), inclusive estes estão pleiteando R$ 22.000,00; R$ 11.000,00 em final de carreira para a Área Instrumental e ao EMPAER; R$ 11.000,00 em final de carreira para nível superior do Sistema Penitenciário (sem exigir o doutarado). Agora, dizer que há dificuldade orçamentária e/ou fiscal para aumentar a vultosa miséria de R$ 4.500,00 de subsídio máximo que um professor pode receber com DOUTORADO e 33 ANOS DE SERVIÇO (PARA ATINGIR O NÍVEL 12), pelo amor de Deus, é querer brincar com o orgulho da categoria (se ainda o tem) e tapear a sociedade. A Educação não é (e nunca foi) prioridade desse governo, que, aliás, não cumpre nem mesmo a Constituição Estadual, que reserva 35% dos impostos para a Educação. Espero que os Deputados sensibilizem com a nossa causa. Obrigado!

  • Marcos Cuiabano | 09/06/2011 15:53
    Cuiabá-MT

    Já postei essas informações, mas não vou me cansar de repeti-las: o Governo do Estado de Mato Grosso quer vencer os profissionais da Educação e toda a sociedade com essas bravatas de limites orçamentários e Lei de Responsabilidade Fiscal. Em momento algum foi dito pelo Governador ou por qualquer outro Secretário de Estado que havia empecilho ou dificuldade orçamentária e/ou fiscal para conceder os seguintes aumentos: mais de 30% para servidores da saúde, que passou a receber em final de carreira para nível superior mais de R$ 11.000,00 (sem exigir doutorado); quase R$ 18.000,00 para o grupo TAF, Delegado e Coronel da PMMT (todos sem exigir o doutarado), inclusive estes estão pleiteando R$ 22.000,00; R$ 11.000,00 em final de carreira para a Área Instrumental e ao EMPAER; R$ 11.000,00 em final de carreira para nível superior do Sistema Penitenciário (sem exigir o doutarado). Agora, dizer que há dificuldade orçamentária e/ou fiscal para aumentar a vultosa miséria de R$ 4.500,00 de subsídio máximo que um professor pode receber com DOUTORADO e 33 ANOS DE SERVIÇO (PARA ATINGIR O NÍVEL 12), pelo amor de Deus, é querer brincar com o orgulho da categoria (se ainda o tem) e tapear a sociedade. A Educação não é (e nunca foi) prioridade desse governo, que, aliás, não cumpre nem mesmo a Constituição Estadual, que reserva 35% dos impostos para a Educação. Espero que os Deputados sensibilizem com a nossa causa. Obrigado!

  • Lucas | 09/06/2011 13:37
    Cuiabá

    Meu DEUS...o salário de professor é uma vergonha...e ainda não querem dar um misero aumentinho desses pra esses profissionais...ainda bem q não escolhi essa profissão pra mim...e nem desejo para os meus filhos...






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