Por meio de nota divulgada no site da secretaria de Comunicação, o governo estadual se eximiu da responsabilidade de esclarecer as denúncias veiculadas numa matéria do jornal O Estado de São Paulo nesta quinta (24). O governo diz que compete ao Ministério das Cidades explicar o que realmente ocorreu.
O jornal apontou uma suposta fraude na mudança da Matriz de Responsabilidade da Fifa para permitir que o VLT seja implantado no lugar do BRT. Segundo a matéria, o parecer técnico do Ministério das Cidades foi alterado para dar aval a um aumento de R$ 700 milhões na previsão de gastos ao trocar o BRT pelo VLT.
De acordo com o veículo, a negociação para as mudanças teriam ocorrido na época em que o governador Silval Barbosa (PMDB) esteve em Brasília reunido com o ministro das Cidades Mário Negromonte e com a ministra do Planejamento Miriam Belchior para buscar respaldo para implantação do VLT. Ainda conforme a publicação, até o vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) estaria envolvido no acordo.
Ainda conforme a nota da Secom, o governador Silval Barbosa reafirmou a escolha do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) como o modal de transporte coletivo em Cuiabá para a Copa de 2014 por entender que esta é a melhor opção. A nota informa ainda que o processo de escolha do VLT foi transparente e teve o apoio da Assembleia, que aprovou a proposta do Estado de contrair empréstimo no valor de R$ 1,2 bilhão para financiar a obra.
O Ministério das Cidades também divulgou nota a respeito do caso. O órgão negou que houve fraude no processo de análise do projeto e qualquer mudança no valor do financiamento a ser disponibilizado pelo Governo Federal, observando que a diferença de custo de uma obra para outra será adquirida por meio de empréstimo a ser feito pelo Governo de Mato Grosso. A instituição alega ainda que diversos ministérios participaram das discussões sobre a mudança de matriz e que foi uma decisão colegiada.
Confira, abaixo, a nota do Governo do Estado na íntegra:
"Em virtude de matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, edição de 24/11/2011, abordando a questão de parecer emitido no âmbito do Ministério das Cidades, sobre a mudança do sistema de transporte urbano BRT para VLT em Cuiabá e Várzea Grande, o Governo de Mato Grosso reitera:
1) O Governo de Mato Grosso defende pública e oficialmente a mudança no modal de transporte da capital por entender que um investimento desta natureza deve representar uma melhoria efetiva do transporte aos cerca de 900 mil habitantes das duas cidades;
2) O Governo participou, inclusive, de audiências públicas realizadas pela Assembleia Legislativa com toda a sociedade para discutir o tema. Todas as reuniões e defesas realizadas sobre o assunto foram amplamente divulgadas pela imprensa regional.
3) Com relação aos valores dos projetos, o Governo esclarece que obteve autorização do Poder Legislativo para contrair dois empréstimos, totalizando R$ 1,2 bilhão para investimentos que compreendem o financiamento do VLT e um sistema ferroviário completo. Os valores de cada um destes itens, no entanto, só serão conhecidos após o devido processo licitatório. Portanto, é incorreto comparar uma via exclusiva para ônibus, que é o caso do BRT, com um sistema completo ferroviário, cuja durabilidade dos equipamentos de transporte é de 30 anos, o que reduz imensamente os investimentos de substituição, sem contar que o custo das desapropriações urbanas será muito menor nesse modal;
4) Quanto à posição do Ministério das Cidades em acatar um pleito formal de Mato Grosso, o Governo do Estado entende que compete ao próprio Ministério fazer os devidos esclarecimentos, conforme nota oficial já emitida nesta data;
5) O Governo de Mato Grosso reafirma a sua decisão de implantar o VLT por entender que é o sistema de transporte mais eficaz para a região metropolitana de Cuiabá."
Cuiabá, 24 de novembro de 2011
Secretaria de Comunicação Social de Mato Grosso
Transcrevendo do Estadão - A análise da CGU tem pontos coincidentes com a primeira nota técnica do ministério que era contrária ao VLT, mas que foi adulterada pela equipe do ministro, Mário Negromonte, para favorecer o projeto de interesse do governador de Mato Grosso, Sinval Barbosa (PMDB), em Cuiabá. Um estudo incluído no relatório da CGU mostra também que o VLT de Cuiabá pode ser um dos mais caros do mundo, superando obras iguais na França e nos Estados Unidos. A análise da CGU - relatório de número 2344 - foi feita a pedido do Ministério das Cidades e consta do processo da pasta que culminou na mudança do projeto de Cuiabá, cidade sede da Copa, por meio de um documento forjado pelo chefe de gabinete de Negromonte, Cássio Peixoto, e pela diretora de Mobilidade Urbana da pasta, Luiza Vianna. Ou seja, o ministério deu aval a uma obra na qual o órgão de controle do governo federal apontou sérios problemas de avaliação, planejamento, preço e execução. Alterações No papel de porta-voz do ministro Mário Negromonte, a diretora Luiza Vianna anunciou a abertura de uma sindicância, não para apurar a fraude na aprovação do modelo de transporte público de Cuiabá, mas para identificar como a nota técnica original, contrária ao projeto, foi parar no processo. O problema é que a assinatura da própria Luiza aparece com a expressão 'de acordo' no verso desta nota. 'De jeito nenhum houve fraude', disse durante entrevista à imprensa. Segunda ela, a nota técnica original, que vetava a troca do BRT pelo VLT, foi apenas 'revisada porque continha vícios de linguagem e de opinião pessoal'. A diretora apontou o analista técnico Higor Guerra como o responsável por quaisquer irregularidades no documento. Escorada no discurso de que a mudança foi pedida pelo governo de MT, disse que 'estudos técnicos' embasaram a decisão. Ela culpou o analista técnico Higor Guerra pelo teor do conteúdo do parecer que, posteriormente, foi alterado para justificar a troca. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
"ACHO QUE O SRº ROBERTO QUER UM PLEBISCITO" KKKKKKKKKKKK.... ACORDA RAPAZ, ACHO QUE VC NÃO ANDA DE ÔNIBUS AQUI NÉ, ENTÃO RESPEITE A POPULAÇÃO DE CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE CABOCO QUE MERECE UM TRANSPORTE DIGNO !!!!!
Ainda bem que existe a chamada "grande imprensa". Se dependesse da nossa mídia subalterna, interesseira e contente com as migalhas que caem da mesa dos poderosos todos os malfeitos de Mato Grosso seriam abafados.
Ainda bem que existe a chamada "grande imprensa". Se dependesse da nossa mídia subalterna, interesseira e contente com as migalhas que caem da mesa dos poderosos todos os malfeitos de Mato Grosso seriam abafados.
CGU reprovou obra de R$ 1,2 bi que teve aval de pasta das Cidades 25 de novembro de 2011 • 08h27 A mudança do projeto de mobilidade urbana no Mato Grosso para implantar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), operada de maneira fraudulenta no Ministério das Cidades, foi reprovada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em relatório datado de 8 de setembro deste ano, mesmo dia em que a pasta produziu uma nota técnica forjada para respaldar a proposta. A CGU alerta que o VLT não deve ficar pronto até a Copa do Mundo de 2014 e que o governo de Mato Grosso omitiu informações sobre os gastos com a obra do VLT, orçada em pelo menos R$ 1,2 bilhão - R$ 700 milhões a mais do que a proposta original, um linha rápida de ônibus (BRT). A controladoria avalia ainda que a troca do BRT pelo VLT é "intempestiva". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. A análise da CGU tem pontos coincidentes com a primeira nota técnica do ministério que era contrária ao VLT, mas que foi adulterada pela equipe do ministro, Mário Negromonte, para favorecer o projeto de interesse do governador de Mato Grosso, Sinval Barbosa (PMDB), em Cuiabá. Um estudo incluído no relatório da CGU mostra também que o VLT de Cuiabá pode ser um dos mais caros do mundo, superando obras iguais na França e nos Estados Unidos. A análise da CGU foi feita a pedido do Ministério das Cidades e consta do processo da pasta que culminou na mudança do projeto de Cuiabá, cidade-sede da Copa, por meio de um documento forjado pelo chefe de gabinete de Negromonte, Cássio Peixoto, e pela diretora de Mobilidade Urbana da pasta, Luiza Vianna. Ou seja, o ministério deu aval a uma obra na qual o órgão de controle do governo federal apontou sérios problemas de avaliação, planejamento, preço e execução. mais notícias de política » Terra
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