Sábado, 26 de Maio de 2012, 08:54 h
Repercussão | 11/01/2012 - 12:26

Irritado com veto a criação de 65 cargos, Prieto diz não se intimidar

Valérya Próspero

André Luiz Prieto, defensor-geral     O defensor-geral André Luiz Prieto não ficou nada satisfeito com o veto do governador Silval Barbosa (PMDB) a criação de novos cargos ao órgão. Sem fazer questão alguma de camuflar a raiva, ele julga a medida desnecessária e alega que as vagas não incidem no aumento do orçamento do Estado e, por isso, não causariam qualquer reflexo na Lei de Responsabilidade Fiscal. “O governador está equivocado, a criação de cargos não implica necessariamente no seu provimento. Isso só ocorre no momento em que eles forem preenchidos”, protesta.

     Para Prieto, Silval anda na contramão do ocorre nacionalmente, uma vez que, segundo ele, outros estados têm aumentado os investimentos nas defensorias. Irritado, o defensor-geral parece ter atribuído o veto a uma represália e manda um "aviso" ao chefe do Executivo. "Se ele imagina que isso vai nos fazer interromper as ações na Saúde, ele está muito enganado. Pelo contrário, vamos continuar acionando o Estado", dispara, em relação à quantidade de processos que o órgão tem impetrado contra o setor.

Maior demanda de reclamações é na saúde; 835 ações atendidas

     Prieto explica que o projeto dos cargos foi uma alternativa apresentada ao Governo para resolver o desfalque de comarcas no interior do Estado. Segundo ele, a proposta visava disponibilizar assessores jurídicos nas comarcas em que os defensores acumulam o trabalho em duas ou mais cidades, permitindo que o órgão funcione constantemente. “É uma falta de sensibilidade social”,critica.

     Para exemplificar o que ocorre atualmente, Prieto afirma que, embora a Defensoria possua 200 cargos de defensor público, apenas 140 estão "ocupados". Os outros 60 só serão preenchidos quando houver recurso para isso. Ele ressalta ainda que a Defensoria tem autonomia para administrar seu orçamento. “Nós que trabalhamos com nosso orçamento. Se não tiver dinheiro não preenchemos", garante.

Sob AL, defensor-geral cria 65 cargos com altos salários; governo veta tudo

Comentários:
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  • Alexandre | 13/01/2012 10:46
    Vila Rica

    Parabéns ao Governo..tem que cortar mesmo..porque tem gente querendo so fazer politicagem usando a defensoria...fizeram tantas manobras para se elegerem aogra tem que da rum jeito de cumprir as promessas feitas...se vira agora..

  • Alex | 12/01/2012 07:05
    cuiaba

    Acertou em cheio Sr Carlos. Infelizmente fica mais barato para o Governo deixar de priorizar atendimento hospitalar ao carente, sob risco de crescente número de óbitos - que poderiam ser evitados, parecendo preferir pagar futuras indenizações aos familiares destes hipossuficientes materializados em precatórios sob o plus do sofrível deságio, onde o valor final, fica aquém do esperado por uma vida ! LAMENTAVEL. Esta e a mesma condição que se impõe aos advogados dos pobres... Só que pobre hoje lê e vota. Hoje não é todo mundo que pode pagar a defesa de um advogado num JURI, em torno de no mínimo 7.000,00. Criticas soam apenas de quem não utilizou e nem vai utilizar os serviços da Defensoria Publica... Será que o Governador se vale de algum dos Hospitais Públicos quando esta doente ou vai bater a porta de um nosocômio particular? A saúde pública esta boa assim?

  • Alex | 12/01/2012 07:05
    cuiaba

    Vejo com tristeza que a Defensoria Publica esta sendo retaliada por travar queda de braço com o Governo por uma Saude melhor conduzida do que aquela noticiada pelo Jornal Nacional. Infelizmente fica mais barato para o Governo deixar de priorizar atendimento hospitalar ao carente, sob risco de crescente número de óbitos - que poderiam ser evitados, parecendo preferir pagar futuras indenizações aos familiares destes hipossuficientes materializados em precatórios sob o plus do sofrível deságio, onde o valor final, fica aquém do esperado por uma vida ! LAMENTAVEL. Esta e a mesma condição que se impõe aos advogados dos pobres... Só que significativa parcela de pessoas pobres hoje sabem ler e votam. Hoje não é todo mundo que pode pagar a defesa de um advogado num JURI, em torno de no mínimo 7.000,00, lembrando que todos nós temos por instinto, embora remota, a possibilidade de matar. Criticas soam apenas de quem não utilizou e nem vai utilizar os serviços da Defensoria Publica... Será que o Governador se vale de algum dos Hospitais Públicos quando esta doente ou vai bater a porta de um nosocômio particular? A saúde publica esta boa assim? Pense vc população pq este preço alto os Defensores Públicos resolveram pagar por vcs. Reflitam e conheçam primeiro a situação na íntegra, não aos pedaços, antes de emitir sua valorosa opinião.

  • Alonso | 11/01/2012 22:03

    Mais cargos? Só se for pra favorecer os parentes dos seus padrinhos, Dr Defensor!! Chega de escândalos e vai trabalhar!!

  • Ademar Adams | 11/01/2012 21:53
    Cuiaba

    O povo de Mato Grosso deve saber que mesmo com mais de uma década de existência, a Defensoria Pública nunca fez concurso público para contratação de servidores. Todos são nomeados pela vontade do defensor chefe que emprega amigos, parentes, parentes de deputados, de Procurador de Justiça e outros poderosos. O MP está investigando a denúncia que a Ong Moral fez de desvios de recursos e esperamos os documentos para pedir o afastamento dele do cargo.






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