Numa “manobra” inédita, o juiz da 4ª Vara Civil de Tangará, Claúdio Roberto Zeni Guimarães, deve assumir o comando do Executivo, a partir desta sexta (30), até a diplomação do novo prefeito. A informação é do vereador José Ferreira Filho, o Zé Pequeno (PT), que comandava interinamente a Mesa Diretora da Câmara Municipal. Nesta sexta, os 10 vereadores vão eleger mediante eleição indireta o novo prefeito. Júlio César Ladeia (PR), reeleito ao comando do Executivo em 2008, e o vice José Jaconias (PT), foram afastados por decisão judicial, num primeiro momento, e depois cassados pela Câmara por improbidade administrativa.
Com a medida, o presidente eleito da Câmara, Miguel Romanhuk (DEM), assumiu interinamente a prefeitura. Porém, na tarde desta sexta (30), ele enviou documento aos vereadores em que comunica ter reassumido a presidência da Mesa Diretora para conduzir a eleição indireta, prevista para começar por volta das 19h30. Três candidatos vão concorrer, sendo eles Saturnino Masson (PSDB), que comandou o município por dois mandatos consecutivos, de 1989 a 1996, o atual presidente da Câmara, Luiz Henrique Barbosa Matias (PTB), e Antonio Giovani Stoinski (PcdoB).
Além de ter a primeira eleição indireta de Mato Grosso, quando o gestor eleito já cumpriu mais de 50% do mandato, Tangará da Serra pode ser o primeiro município administrado pelo diretor do fórum. O curioso é que o juiz Cláudio Roberto Zeni Guimarães demorou mais de um ano e meio, segundo informações da promotoria na cidade, para se declarar suspeito a apreciar a ação civil pública proposta pelo Ministério Público contra Ladeia, Jaconias, quatro vereadores, Genilson Kezomae (PR), Haroldo Lima (DEM), Paulo Porfírio (PR) e Celso Ferreira (DEM), além do suplente Célso Roberto Vieira (PP), todos denunciados pelo crime de improbidade administrativa na contratação da Oscip Idheas, que teria causado rombo de R$ 6 milhões aos cofres do município.
Ladeia, Jaconias e 4 vereadores são cassados; prefeito sob risco
Diante do pedido de providências solicitado pelo promotor Antônio Moreira da Silva, responsável pela ação, ao corregedor geral de Justiça, Márcio Vidal, a ação foi redistribuída para o juiz Jamilson Haddad Campos, da Quarta Vara Cível da Comarca de Tangará da Serra. Em julho deste ano, o magistrado acatou o pedido do MPE que, em caráter liminar, solicitou o afastamento dos gestores dos cargos, a suspensão dos direitos políticos e a indisponibilidade dos bens dos acusados para assegurar o ressarcimento do montante.
Juiz afasta prefeito e vereadores; Miguel deve assumir o Executivo
Depois que vi esse juiz fazendo o que fez em Tangrá da Serra, como profissional da Saúde, perdi todo o respeito pelo Poder Judicia´rio
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