O juiz da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva, reformulou nesta segunda (24) os mandados de prisão de 18 envolvidos na Operação Jurupari que haviam tido as detenções solicitadas pelo Ministério Público Federal. Com a mudança, o empresário Carlos Antônio Azóia, genro do presidente da Assembleia, deputado José Riva, e o fazendeiro Benedito Rosemil da Silva, que já haviam conquistado a liberdade através de habeas corpus, devem voltar à prisão. “Expeçam-se novos mandados de prisão em face de Carlos Antônio Cardoso Azóia e Benedito Rosemil da Silva, uma vez postos em liberdade”, determinou.
A reformulação dos pedidos se deve à confusão no o despacho de Julier à Justiça, na semana passada, em que a Polícia Federal solicitou a prisão de 73 envolvidos e o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Mário Lúcio Avelar, solicitou a inclusão de mais 18 pessoas. Na hora de despachar, o magistrado não incluiu os nomes solicitados por Avelar em sua decisão, mas, mesmo assim, expediu todos os 91 mandados.
Ainda na última sexta (21) o juiz federal deferiu o pedido de prisão preventiva de Marcos Zanchet, investigado por irregularidades ambientais, afirmando em seu despacho que houve erro. “Verifico existência de erro material na parte dispositiva da referida peça, uma vez que não constou a ordem de prisão preventiva do requerimento em questão”, observou Julier. Em seu despacho sobre as 18 prisões solicitadas pelo MPF, o magistrado observa que o único pedido de prisão indeferido foi o de Ana Karina Marques.
O advogado Alexandre Nery, que defende o genro de Riva, afirmou nesta terça (25) que ainda não recebeu nenhuma informação oficial de que foi reformulado o pedido de prisão contra o empresário. Irritado com a confusão do “prende e solta” de seu cliente, Nery disparou duras críticas às atitudes de Julier. “Não recebemos nada oficialmente. Só sabemos do que ele (Julier) fala na mídia. Mas isso já nem nos espanta mais, porque percebemos que o juiz transformou os veículos de comunicação local em sua imprensa oficial” reagiu Nery.
Perguntado sobre o processo de seu cliente acusado de irregularidades ambientais, o advogado ressalta que há erros. “Em nossa interpretação, existe muito o que se corrigir nesta operação. Para começar, a Polícia Federal nem teria competência para atuar em investigações sobre terras indígenas. Quanto ao Carlos (Azóia) posso garantir que as provas apresenatdas contra ele não têm eficácia para decretar sua prisão”, exaltou.
O erro cometido pelo magistrado serviu para que os advogados da defesa de Azóia e de Benedito Rosemil da Silva entrassem com recurso e conseguissem o alvará que garantiu a liberdade dos clientes antes que Julier reparasse o equívoco. O genro do presidente da Assembleia foi o primeiro entre os quase 80 presos na última sexta (21) a obter habeas corpus.
No processo de investigação, o magistrado observa que Azóia é dono da Fazenda Santa Clara, situada próxima à reserva indígena Batelão e comercializava madeira. O laudo pericial 291, de 2010, que analisou a aprovação do plano de manejo na propriedade, concluiu a existência de várias irregularidades. Descobriu-se também que o controle de estoque das toras oriundas de um processo de 2008 foi realizado de maneira fictícia e que as guias florestais foram emitidas de forma fraudulentas. Segundo as investigações, seria para encobrir madeiras extraídas da terra indígena Batelão. A Justiça concluiu que os danos ambientais causados na propriedade de Azóia, e também sob responsabilidade de Cristiano Volpato, Lourival de Souza Guimarães Filho e Robertson Ruas Baganha, chegam a R$ 5,8 milhões, considerando os vários laudos periciais produzidos ao longo da investigação.
Quem retorna à cadeia...
Carlos Antônio Azóia
Benedito Rosemil da Silva
... e quem teve nova prisão decretada
Wilson Antônio Rosseto
Ricardo Mastrangelli
Hildebrando José Pais dos Santos
Adenir Rodrigues Augusto
José Alberto Liso
Marcelo de Mendonça Garcia
Marcos Bezerra de Araújo
Mauro Aparecido Pluglieri
Roberto Prado de Alencar
Ruth Prazeres da Silva
Vivaldo Vieira Cintra Neto
Alcides João Rochembach
José Vital Lembrance
José Paulo Leite de Abreu
Jandir João Bernadon
Thiago Egydio Erreira Lopes
Explique-se "Dr. Julier"..... Agora está sendo feita a justiça!!!
SUGIRO UMA CORREÇÃO POR PARTE DO ARTICULISTA. JUIZ NÃO PEDE PRISÃO;JUIZ DECIDE, MANDA. PENA QUE HOUVE UM EQUIVOCO QUE PERMITIU A SAIDA DE PRESOS E DEPOIS O RETORNO, MAS, VALEU MERITISSIMO!
Infelizmente os HC´S doa acudados foram distribuídos ao Tourinho Neto! Amanhã não haverá ninguem mais preso!
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Infelizmente os HC’s dos presos foram distribuídos ao desembargador Tourinho Neto!! Meu Deus, não sobrará nenhum na cadeia amanhã!
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