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JUSTIÇA | 21/10/2010 - 15:02

Liminar do STF não desmoraliza CNJ, diz conselheiro

Sissy Cambuim

Conselheiro do CNJ Jorge Hélio   O conselheiro do CNJ, Jorge Hélio, garantiu durante visita a Cuiabá nesta quinta (21) que as liminares concedidas pelo ministro Celso de Mello aos 10 magistrados punidos com aposentadoria compulsória e que permitiram a eles voltarem aos cargos não desmoraliza o ógão. Segundo ele, a situação é corriqueira. “O Supremo tem o poder de desfazer as decisões do Conselho, assim como pode declarar inconstitucionais leis estaduais. Isso não desautoriza o poder do Estado e também não acho que o CNJ seja desarfimado ou desautorizado por causa disso”, explicou.

   Em fevereiro deste ano, num dos episódios mais polêmicos do Judiciário de Mato Grosso, dez magistrados foram condenados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após acusação de desvio de verba. São eles os desembargadores José Ferreira Leite, Mariano Travassos e José Tadeu Cury, e os juízes Marcelo Souza de Barros, Irênio Lima Fernandes, Antônio Horácio da Silva Neto, ex-presidente da Associação de Magistrados do Estado (Amam-MT), Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, filho de Ferreira Leite, Juanita Cruz Clait Duarte (filha do ex-presidente do TJ, desembargador Wandir Clait Duarte - já falecido), Maria Cristina de Oliveira Simões e Graciema Caravellas. Após as liminares concedidas pelo ministro do STF, porém, todos voltaram aos cargos. Celso de Mello entendeu que o CNJ não tinha competência para aplicar tal punição, uma vez que os juízes e desembargadores não tinham sido submetidos à avaliação da Corregedoria do TJ. A decisão gerou polêmica e a Advocacia Geral da União (AGU) ingressou com um agravo regimental para tentar revertar a situação.

    De acordo com Hélio, a competência do CNJ só foi discutida sob um aspecto, relacionado à atuação das corregedorias. “Aí, cabe a nós pensarmos se caberia ao Conselho forçar a barra para que as corregedorias funcionassem ou se a competência do órgão é equivalente à das corregedorias estaduais”, comentou.

   “Não acho que a decisão do Supremo represente o mal. A sensação de decepção faz parte do processo democrático”, ressaltou Hélio, lembrando que quando o CNJ decidiu pela aposentadoria dos magistrados, muitos lhe disseram que esta seria uma maneira de premiá-los e não puni-los. “Eles têm direito à remuneração, pois contribuíram para isso. A condenação maior é a expulsão de uma carreira que eles lutaram para conquistar. Se a aposentadoria compulsória fosse boa, eles não estariam tentando retornar aos cargos”, justificou.

Comentários:
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  • Urbano Silva | 22/10/2010 12:41

    O Conselheiro parece ter mudado de opinião. Antes defendia de forma veemente a competência concorrente do CNJ e agora mudou o discurso para dizer que isso deve ser discutido. A decisão do STF está correta.

  • Paulo | 21/10/2010 18:44

    ME DESCULPE O CONSELHEIRO, MAS O CNJ FOI DESMORALIZADO POR ESSA ABSURDA LIMINAR. VEJAMOS, COMO PODE UM JULGAMENTO DE UM COLEGIADO SER DERRUBADO POR UMA LIMINAR TOTALMENTE DESPROVIDA DE FUNDAMENTAÇÃO CONVINCENTE. O MINISTRO CELSO MELLO QUIS MOSTRAR AO CNJ QUEM MANDA. UM ABSURDO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Manoel Carlos | 21/10/2010 16:59
    CUIABA

    O Brasil é o país do acordo, se tem dinheiro tem acordo..... este pessoal do TJMT venderam muitas sentenças além deu muitas outras maracutaias por traz da "justiça", então eles tem dinheiro para comprar um acordo com com STJ e evitar punição. CNJ você pode mandar somente em quem não tem como comprar um acordo..... acorda sociedade.....

  • 0vidio | 21/10/2010 16:19
    Primavera do Leste

    Mais um órgão prá fazer de conta que faz, mas não faz, embora de extrema importância se fosse respeitado. NÃO CABE A PERGUNTA: "O STF É NECESSÁRIO ?" .....

  • Josenita Lourenço | 21/10/2010 16:16
    cuiaba

    Achei um absurdo essa liminar do STF e sim uma desmoralização ao CNJ. Com que moral esses juizes continuaram a dar decisões se corrompem o próprio sistema de pagamento da classe? Juíz passando a perna em juíz filho de juíz que nunca trabalhou no TJMT recebendo salário...isso é de última categoria. Vamos esperar os próximos capítulos da novela escândalos dentro do TJMT...






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