Ciente de que enfrentará resistências na Câmara de Cuiabá devido ao clima eleitoral que já se instalou no parlamento, o vice-prefeito Chico Galindo (PTB), que assume o Palácio Alencastro em 4 dias, promete manter diálogo intenso com todos os vereadores, incluindo os da oposição. Ele aguarda apenas ser empossado para se reunir com os 19 parlamentares em busca de apoio. O petebista quer “aparar as arestas” e assegurar a manutenção da base governista. Hoje o prefeito Wilson Santos (PSDB) tem 13 dos 19 vereadores.
No início da atual legislatura, 14 parlamentares eram situacionistas, mas como Everton Pop (PP) resolveu “pular” para a base de oposição, Galindo já assume a prefeitura com menos força que o tucano detinha. Hoje são tidos como oposicionistas: Francisco Vuolo e Chico 2000, os dois do PR, Lúdio Cabral (PT), Domingos Sávio e Arnaldo Penha, ambos do PMDB, além de Pop. “Eu vou conversar com todos os poderes: TCE, Ministério Público e com a Câmara. Respeito a oposição e tenho certeza que vamos ajudar Cuiabá”, disse Galindo, num discurso polido.
O petebista tem bons motivos para “acertar os ponteiros” com o Legislativo, afinal, projetos polêmicos como a atualização da planta genérica de Cuiabá e a mensagem que autoriza a Sanecap a fazer a coleta de lixo devem ser apreciados neste ano. “Passando a gestão do lixo para a Sanecap vamos economizar 30% dos gastos. Estamos modernizando as políticas ambientais”, defende o petebista.
Ele nega a venda de ações da Companhia de Saneamento e afirma não entender o porquê da polêmica entre os parlamentares sobre a lei aprovada na gestão do então prefeito Roberto França, que permite a venda de 49,9% das ações da Sanecap. “Não falamos nada sobre venda de ações. Não há nenhuma lei em discussão neste sentido. Não entendi a polêmica, que para mim tem conotação política”, alfineta o petebista. Já as discussões em torno da atualização da planta genérica deve ficar para o final do ano, após as eleições majoritárias. “É uma ferida que Cuiabá não suporta mais. Teremos que discutir isso no final do ano e vou tentar corrigir isso”.
Por enquanto, o futuro prefeito afirma que não haverá mudanças no posto de líder do prefeito, hoje exercido pelo tucano Paulo Borges. “Se ele não for sair da Câmara para atuar na campanha de Wilson, vai continuar exercendo esse papel”, ponderou Galindo, numa referência às afirmações do pré-candidato ao governo, prefeito Wilson Santos (PSDB), que admitiu articulação para que Rossivelt Coelho e Borges, ambos do PSDB, deixassem o parlamento a fim de se dedicar à corrida eleitoral. Nesse caso, assumiriam as cadeiras os suplentes Tiago Nunes, sobrinho da deputada Chica Nunes, e Leonardo Oliveira, filho de uma das irmãs do ex-governador Dante de Oliveira (falecido em 2006), respectivamente.
acho bom conversar, pra fortalecer a base, mas ñ vai comprometer as secretarias com gente imcompetente como fez ws
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