Sábado, 26 de Maio de 2012, 10:27 h
JUSTIÇA | 23/02/2011 - 16:54

Nunca tive dúvidas sobre a posse na corregedoria do TJ, diz Vidal

Laura Nabuco e Andréa Haddad

   Após ter a eleição à corregedoria-geral do Tribunal de Justiça ser questionada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o desembargador Márcio Vidal disse nesta quarta (23) que nunca teve dúvidas que assumiria o cargo. “Do ponto de vista jurídico, nunca tive dúvidas”, afirmou, em coletiva na sede do órgão, em Cuiabá.

   Por decisão do conselheiro do CNJ Nelson Tomaz Braga, Vidal chegou a ter a posse suspensa, mas a decisão foi revertida nesta quarta. Na apreciação do mérito, o conselheiro sustentou que não restaram indícios de irregularidades. Nelson Tomaz havia apontado a suspeita de falsidade ideológica na ata da sessão que elegeu a nova diretoria do TJ. O desembargador Manoel Ornellas é o autor do recurso administrativo no CNJ.

Confira a decisão do CNJ

    Durante coletiva, Vidal fez um balanço positivo dos sete meses em que ocupou a corregedoria, mas lamentou o fato de ter deixado 13 ações pendentes, dentre elas a denúncia de uso da máquina pública apresentada contra o governador reeleito Silval Barbosa (PMDB) por suposto uso da estrutura da Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer) na campanha. “Saio com certa frustração porque estou afastado desde dezembro. Primeiro veio o recesso, depois as minhas férias e agora ocupa a presidência. Não consegui concluir 13 ações”, apontou.

   Segundo Vidal, o processo que apura indícios de irregularidades na reunião de Silval com servidores da Empaer já foi instruído. Foi aberto prazo para pedido de diligências.

   Vidal substitui o desembargador Rui Ramos, que está de férias, na presidência do TRE. Atual corregedor, ele solicitou a antecipação da saída do tribunal eleitoral para assumir a corregedoria do TJ, em solenidade marcada para 1º de março.

Comentários:
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  • Efraim Costa Neves | 24/02/2011 15:23
    Cuiabá

    É a pura verdade... Esse Coronel é um privilegiado na PM. Além de ficar muito tempo sem trabalhar, ainda vende, de forma irregular, pois é funcionário público, fardamento pra PM. É conhecido por perseguir praças que não atendem suas vontades. VERGONHA...

  • Marcio Araí Ribas | 24/02/2011 14:16
    Cuiabá - MT

    Não é só os desembargadores que lutam por cargos no TJ. Pena que a Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça estará sendo comandada por um coronel que nunca trabalhou nas ruas defendendo a sociedade e que há muito tempo não aparece nem no Comando Geral. Para trabalhar na atividade fim da Polícia, razão pela qual a sociedade lhe paga, ele não pode, mas, para trabalhar no pomposo Tribunal de Justiça, em ambiente com ar condicionado e outras regalias, rapidinho ele surgiu do nada. Ainda por cima está levando para o TJ um monte de parentes e apadrinhados, o que considero NEPOTISMO. Acho bom apurar RDNEWs. O Tribunal prestes estará sendo visitado pelo CNJ por conta desses desmandos.






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