Sexta, 10 de Setembro de 2010, 09:43 h
Judiciário | 03/03/2010 - 09:40

Ornellas e Silvério tentam presidência; Cunha não disputa

Flávia Borges

   O vice-presidente do Tribunal de Justiça, Paulo da Cunha, e o desembargador Manoel Ornellas, protagonizam uma discussão que antecede a votação para escolha do sucessor de Mariano Travassos. Cunha, que preside a sessão extraordinária nesta quarta (3), garante que em caso de eleição complementar, todos os desembargadores estão aptos a disputar a presidência do Tribunal de Justiça. Ornellas, no entanto, garante que apenas os três magistrados mais antigos podem pleitear o cargo. Diante do posicionamento do vice- presidente, Ornellas foi o primeiro a colocar seu nome na disputa. Ele diz que apesar de ser o atual corregedor e de saber que pode ser questionado, pretende disputar a presidência. Também entrou na "briga" o desembargador José Silvério Gomes, tido como favorito pela maioria do Pleno. Ele conta com o apoio do chamado "blocão", grupo de magistrados ligados ao ex-presidente Paulo Lessa e ao ex-corregedor Orlando Perri, autor das denúncias que culminaram na aposentadoria compulsória de 3 desembargadores e 7 juízes pelo CNJ.

   Caso só os mais antigos possam entrar na “briga”, a disputa seria entre o ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Leônidas Monteiro, José Jurandir de Lima e Antônio Bitar Filho. José Ferreira Leite, um dos mais antigos desembargadores do TJ, não pode concorrer porque foi um dos punidos pelo Conselho Nacional de Justiça no último dia 23, ao lado de Travassos e de outros 8 magistrados, à aposentadoria compulsória sob a acusação de desvio de dinheiro.

   Paulo Lessa, que por antiguidade também poderia concorrer ao cargo, fica impedido porque presidiu o Tribunal antes de Travassos. Já José Jurandir responde a um processo administrativo disciplinas que apura denúncias de nepotismo. Ele também poderá ser punido pelo CNJ.

  Nos bastidores, a disputa está polarizada entre os desembargadores José Silvério Gomes e Paulo da Cunha.

   Ornellas aproveitou a sessão extraordinária para falar sobre a “tristeza” em ter de escolher um substituto para Travassos. “O Tribunal de Justiça terá muito trabalho para recuperar a imagem perante a sociedade”, diz. (Com Patrícia Sanches)

(09h50) - Cunha rechaça qualquer possibilidade de disputar presidência do TJ

 

   O vice-presidente na gestão Travassos, Paulo da Cunha, rejeitou a possibilidade de entrar na disputa pela presidência do Judiciário mato-grossense. Ao lado de Silvário, ele era tido como um dos favoritos para ser o sucessor de Travassos.

   Paulo Cunha é oriundo do Ministério Público. Tem fama de linha dura e cobrará mais rigor dos magistrados para melhorar a imagem da Justiça mato-grossense, afinal, este foi o segundo escândalo nacional em 11 anos. Em 1999, o então juiz Leopoldino do Amaral denunciou a maioria dos 20 desembargadores da época por uma série de crimes, como venda de sentença, fraudes em concurso público e até ligação com traficantes. Leopoldino foi assassinado um mês depois no Paraguai.

(10h10) - Começa votação para escolha de novo presidente

Começou a votação para a escolha do novo presidente do Tribunal de Justiça. Apenas dois desembargadores entraram na disputa. Manoel Ornellas e José Silvério Gomes. A votação é secreta e o resultado será revelado nos próximos minutos. Os envelopes já foram distribuídos aos magistrados





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