A Polícia Federal concluiu o principal inquérito sobre as investigações que levaram à deflagração da Operação Jurupari, em 21 de maio. O inquérito, que reúne laudos periciais e documentos, já foi encaminhado à Justiça Federal. Entre os 93 detidos na ação da PF, estavam o ex-secretário de Meio Ambiente, Luís Henrique Daldegan, três assessores diretos do governador Silval Barbosa, entre eles o chefe de Gabinete Sílvio Correa, e o secretário-adjunto da Sema Afrânio Migliari. Também foram detidos mais de 40 engenheiros ambientais, além de Janete Riva, esposa do deputado José Riva.
Essa primeira parte do inquérito deve receber vista da Justiça Federal e, posteriormente será encaminhada ao MPF para análise e produção de ação penal contra os indiciados. Se a denúncia for aceita, os envolvidos podem ser acionados por formação de quadrilha, corrupção de servidores públicos, desmatamento ilegal, falsificação e uso de documentos públicos, falsidade ideológica, furto de madeiras no interior de áreas protegidas, invasão de terras públicas, advocacia administrativa, corte de árvores e destruição de florestas em áreas protegidas, concessão de licenças em desacordo com as normas ambientais e fraudes praticadas por servidores e técnicos responsáveis junto aos órgãos competentes.
O delegado que presidiu as investigações, Franco Perazzoni observa que a análise das provas, sendo elas documentos, computadores e objetos apreendidos nas residências e escritórios dos investigados, serão analisadas e depois encaminhadas à Justiça. Segundo ele, são documentos que servem para robustecer as provas já produzidas durante as investigações. Todas as pessoas presas na deflagração da operação foram indiciadas em crimes cujas penas, somadas, podem passar de 70 anos de prisão. Caso oferecida a denúncia pelo MPF, todos os envolvidos, mesmo os que se encontravam foragidos e não foram interrogados pela polícia, devem ser interrogados em juízo.
Enquanto a PF realiza os procedimentos pós-investigação, a Operação Jurupari é questionada, principalmente por políticos. A defesa da esposa do deputado Riva, por exemplo, questiona a distribuição manual ao juiz federal Julier Sebastião da Silva. Alega que houve usurpação de competência e que as investigações estariam viciadas. No dia 1º de junho, o governador Silva Barbosa (PMDB) e seu antecessor Blairo Maggi (PR), acompanhados do presidente da Assembleia José Riva e de mais sete deputados federais e quatro estaduais, assinaram e protocoloram uma representação no Conselho Nacional de Justiça contra o juiz federal e o procurador Mário Lúcio Avelar. Para eles, a Jurupari tem viés político. Já Julier defende a legalidade de toda a operação, deflagrada em 21 de maio e que investiga dano ambiental na ordem de R$ 900 milhões.
ninguem merece....quando aparece um querendo fazer justiça vem os maus politicos e querem tirar do cargo...o Riva e familia, pedro Henrry, Hilario Garbim vice prefeito de pontes e lacerda e outros deveriam passar esses 70 anos na cadeia, mas no Brasil nao tem justiça e o povo ainda vota nesses maus elementos.
Neste Estado o CRIME mais comum é o TRÁFICO DE INFLUENCIA. Se ve em todos os setores públicos. São apadrinhamento, irmão ajudando irmão, não importando se quer Ficha limpa, capacidade, técnica, qualificação. Sugiro que cada setor encaminhe sua denuncia ao MPF, pelo menos assim, este orgão encaminhará oficialmente a cada setor solicitando providencias. MEU QUESTIONAMENTO É: VÃO PRENDER OS POLÍTICOS GRANDES???????
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