A Polícia Federal prendeu três homens acusados de financiar o desmatamento florestal em áreas indígenas e três índios da etnia Cinta Larga acusados de receber dinheiro para facilitar a entrada dos madeireiros nas terras protegidas. De acordo com a polícia, os índios vendiam toras de até quatro metros cubicos por cerca de R$ 50, quando no mercado convencional elas valeriam pelo menos R$ 3 mil. Além disso, eles exigiam carros dos madeireiros para permitir a entrada na reserva. "Aquele que foi preso dava uma caminhonete igual a dele para entrar na reserva e tirar a madeira", afirma o delegado da PF, Mário Luiz Vieira.
Segundo o Ibama, apesar da madeira ser ilegal, a documentação utilizada era feita em áreas onde o corte é legal. "Eles tiram a nota de um local que foi legalizado para a emissão de guias e retirada de madeira e retiram a madeira de um outro local, que não tem essa autorização. Com isso esquentam a madeira ilegal", diz o chefe da divisão de controle e fiscalização do Ibama de Juína, Luciano Guerra Cotta.
Entre os índios presos estava o cacique Cinta Larga, Kakuren kaban. Ele confirmou que vendia madeira ilegalmente, mas justificou o ato dizendo que a tribo sofre ameaças dos madeireiros. "A gente sofre bastante pressão, tanto dos madeireiros quantos das serrarias que manipulam os indígenas. Minha comunidade tem medo, eu tenho medo de ser morto", diz.
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Aí tem peixe grande...
Os Cinta Larga outrora guerreiros temidos, antropófagos e dominadores de grande território, atualmente com rabo entre as pernas, dizendo temer por sua vida com medo de madeireiros e garimpeiros. A situação dos indígenas acuados, dependendo da atuação do governo para ter terra, saúde e educação do cara palida é o sinal da degradação social. Quem vê os indígenas na área urbana dos municípios de Mato Grosso não acredita e não aceita que os indíos são detentores de grandes territórios que chegam a mais de 60% da área em alguns municipios e vivem em situação de degradação de seu território, cultura e costumes. Alcoolismo, drogas, diabete, osteoporose, hipertensão arterial, doenças venéreas etc fazem parte do cotidiano em aldeias de Mato Grosso. Os coitados são tutelados pelo governo federal e não tem poder de deliberar sobre o destino de seus territórios e sua gente. Os indios votam mas não vemos candidatos indígenas ou caras palida preocupados com a situação que se encontram. Os candidatos que aparecem sómente para aliciarem os indigenas para conseguirem favorecimento com as verbas da FUNAI, FUNASA, etc. ou usarem os recursos ainda disponiveis nas áreas silvestres.
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