O prefeito Júlio César Ladeia (PR), o vice José Jaconias (PT), 4 vereadores e um suplente, todos afastados por determinação judicial, devem ter os mandatos cassados pela Câmara de Tangará da Serra na manhã da próxima quarta (31) por improbidade administrativa, tráfico de influência e cobrança de propina. Eles são alvos de um escândalo envolvendo o “rombo” estimado em R$ 6 milhões aos cofres do município com a contratação da Oscip instituto Idheas para gerenciar os serviços de Saúde.
A sessão para apreciar o pedido de perda dos mandatos teve início na manhã da última quarta (24), com a leitura do relatório de 700 páginas elaborado pela Cominação Processante (CP), com base nas investigações da Comissão Especial de Investigação (CEI). Além de Ladeia e Jaconias, podem perder os mandatos os vereadores Genilson Komazae (PR), Celso Ferreira (DEM), Haroldo Ferreira de Lima (DEM) e Paulo Porfírio (PR).
Câmara vota cassação de Ladeia
Neste sábado (27), os três membros da CP, Jeane Rodrigues (presidente), Gilcélio Luiz Peres (relator) e Roque Fritzen (membro), acataram parcialmente o pedido dos advogados de Ferreira, Aroldo e Porfírio para incluir na exposição oral em plenário de 5.583 páginas de peças da defesa.
Destas, apenas 27 receberam o aval dos 3 parlamentares que, apesar dos questionamentos, devem participar da votação em plenário. O voto dos membros da CP abre precedentes para recursos no Judiciário sobre a isenção necessária nos procedimentos do rito de cassação no âmbito do Legislativo. Jeane, Gilcélio e Roque consideraram que os demais pedidos de leitura eram uma tentativa da defesa de protelar o julgamento.
Vereadores favoráveis à contratação do Idheas negam propina
No total, a sessão vai completar 94 horas de leitura, às 23h deste domingo (28). A exposição oral das peças era feita ininterruptamente desde a última quarta, num rodízio entre os membros da CP. A pedido dos advogados da defesa, passaram a ser suspensas pela noite e retomadas na manhã seguinte, a partir das 7h. Há expectativa na cidade. Moradores acompanham os trabalhos na Câmara, conduzidos pelo presidente em exercício Luiz Henrique Matias (PTB).
Ex-secretário de Saúde, o vereador Miguel Romanhuk (DEM) teve que se licenciar do comando da Casa para assumir a cadeira de prefeito. Ele é cunhado de Jaime Muraro, presidente regional do DEM, cassado quando exercia o segundo mandato no Executivo. Desde então, o clima de instabilidade política paira sobre Tangará da Serra.
esses partidos aí, PR e PT não são os mesmos do escândalo dos transportes, dos maquinários aqui no MT, da Secretaria de Educação do Mato Grosso?
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