Sábado, 26 de Maio de 2012, 10:37 h
OPERAÇÃO ASAFE | 18/01/2012 - 08:02

Presidente da Amam critica demora em denúncia contra magistrados

Laura Nabuco

      Cerca de um ano e meio após a deflagração da Operação Asafe pela Polícia Federal, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ainda não recebeu formalmente a denúncia que culminou no afastamento dos desembargadores Evandro Stábile, ex-presidente do TRE, e José Luiz de Carvalho, além do juiz Círio Miotto e do então juiz eleitoral Eduardo Jacob. A falta da "oficialização" das acusações é o único questionamento que a Associação dos Magistrados de Mato Grosso (Amam) tem sobre o assunto.

     O presidente da associação, Agamenon Alcântara Moreno Junior, afirma que a entidade busca não se envolver no mérito das acusações contra os magistrados e que sequer tem acompanhado os desdobramentos do escândalo, mas critica a forma como os processos foram conduzidos. "É com base na denúncia que você pode avaliar o caso. Mas ela ainda nem chegou e eles já estão afastados há quase dois anos", reclama.

    O próprio presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Estado, Cláudio Stábile, reconheceu, em entrevista ao RDTV, que o Ministério Público só apresentou a denúncia contra os acusados um ano após ter sido deflagrada a operação, fruto de um trabalho em conjunto entre a entidade e o órgão. As investigações começaram em 2007 e buscavam desmembrar um esquema de venda de sentenças.

     Ao todo, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em escritórios de advogados e casas de juízes e desembargadores. Dentre os detidos, estavam o advogado André Castrilho, a esposa do desembargador aposentado Tadeu Cury, Célia Cury, e o seu genro, Cláudio Emanuel Camargo, empresário em São Paulo.
 

STJ deve apreciar denúncias contra envolvidos, diz Stábile

Comentários:
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  • Geraldo Varela | 18/01/2012 12:40

    Não bastasse os cargos vitalicios, também são absurdamente coorporativos. O Brasil só poderá combater o crime organizado e consolidar sua democracia quando o judiciario aceitar ser um poder transparente sem garantia de vitalicidade. Quando forem incondicionalmente os guardiães da Constituição Federal. Eles não querem dar satisfações a ninguém e isso precisa ser mudado pelos Deputados Federais e Senadores, muitos dos quais não fazem nada porque tem processos na justiça e esperam assim fugir da condenação.






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