Após o indicativo de greve apontado na assembleia geral do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen), que ameaçam paralisar os serviços a partir da próxima quinta (26) por falta de condições de trabalho, eles já cogitam uma marcha para Brasília para tentar comover a presidente Dilma Rousseff (PT) sobre a situação caótica da saúde pública na Capital. A ideia surgiu após uma conversa com o deputado federal Valtenir Pereira (PSB), eleito interlocutor da categoria que, já na sexta (20), articulou uma reunião com o secretário-chefe da Casa Civil, José Lacerda.
A proposta é unir forças para buscar recursos federais para serem investidos na Capital, principalmente, na construção de um Hospital Metropolitano com capacidade para mil leitos.
Depois de ouvir a ideia da categoria, Lacerda se reuniu, no sábado (21), com o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) e antes de bater o martelo sobre uma posição final para o impasse com os profissionais da saúde, garante que vai ampliar o diálogo a outras instituições. Ele lembrou, inclusive, a preocupação do Judiciário sobre a questão.
A falta de estrutura já foi apontada como motivo da greve dos médicos cirurgiões do box de Emergência do Hospital e Pronto-Socorro (HPSMC), em setembro de 2009 e outras paralisações e manifestações que vêm acontecendo com certa frequência desde então.
Mesmo tendo concluído a segunda reforma no HPSMC e já ter anunciado o início de uma terceira, o prefeito Chico Galindo (PTB) não vem conseguindo controlar os ânimos da categoria. Na última terça (17) ele anunciou oficialmente que passaria o controle da unidade ao Estado, que por sua vez, já anunciou que contratará uma Organização Social de Saúde (OSS) para operacionalizar os serviços.
A medida causou ainda mais insatisfação aos profissionais de saúde, que desde o início se manifestaram contra o modelo de gestão proposto pelo secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry (PP). Agora, eles recusam diálogo tanto com Galindo, quanto com o progressista e prometem pressionar o governador Silval Barbosa (PMDB).
Enquanto isso, a bomba foi parar nas mãos de Lacerda, que tem a missão de ser o articulador do Governo, conta com o apoio de Valtenir, que se apoia na promessa de um diálogo direto com o governo federal para solucionar o impasse.
O ELEITOR ATÉ HOJE, AINDA NÃO APRENDEU A VOTAR... CONTINUAM REELEGENDO POLÍTICOS CORRUPTOS ... E ESSA É A CONSEQUENCIA.
Contratar OSS é assinar atestado de incompetencia para gestão da capital e menos ainda do estado.
Não adianta, ninguém se comove. A questão caótica da saúde pública não se limita somente a Cuiabá. Com frequência repetitiva assistimos, pasmos, pelos canais de televisão (aberta ou fechada), a situação degradante, desumana, letal, que sofrem nossos irmãos desassistidos de todo o Brasil. Seja em Cuiabá, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco e todas, vejam bem, todas, as demais unidades federativas sofrem do mesmo câncer.Figuras humanas, grande maioria eleitores, desprovidos de condições financeiras mínimas, ao contrário dos grandes homens públicos que consolidam seus exorbitantes salários com auxílio moradia, auxílio alimentação, auxílio locomoção, auxílio verbas de gabinetes, auxílio odontológico, auxílio saúde privada, são jogadas, quais répteis venenosos, nos chãos dos postos de saúde, prontos socorros, hospitais públicos municipais e estaduais (onde existem tais hospitais, não sendo, portanto, o caso de Mato Grosso). As autoridades do Executivo, Legislativo, Judiciário (um Desembargador de Mato Grosso, pasmem, contrariando a Constituição Federal asseverou, há pouquíssimos dias, que o Estado não tem obrigação de tratar e custear seus doentes através das redes particulares de saúde pública). preocupadas com as grandes obras, que serão edificadas pelas não menos grandes empreiteiras amigas, pouco se lhe dão com o caos instalado em nossas Unidades de Saúde. Não movem uma palha. E, quando movem, cinicamente, é para dizer que as OSSs são sim, a solução para os problemas da saúde pública estadual, e ponto final. Zé Fini. Não há dinheiro para a saúde pública. Sobra para a corrupção (ou todos os dias, repito, todos os dias, não são presos corruptos de todos os matizes flagrados roubando descaradamente o dinheiro público ?). Sobra dinheiro para viagens exóticas: vamos nas Europas conhecer os VLTs, BRTs e outras delícias do mundo civilizado. A custa do erário público. Mesmo erário que não tem um dinheirinho sequer para empregar na saúde pública. Sofrem nossa mutilada população. Mutilada em seus direitos, abandonadas pelo Poder Público indigente quando os assuntos são saúde pública e educação. Sofrem nossos médicos, enfermeiros, auxiliares, copeiros, pessoal da limpeza, etc, etc. Vocês, que estão procurando socorro em âmbito federal, acreditam sinceramente que nossa Presidente Dilma não tenha conhecimento desses fatos ? Que ela irá mover uma palhinha que seja para melhorar essa catástrofe tsunâmica ? Que se enternecerá com os despossuídos ? Você acredita que exista realmente interesse de nossos homens públicos em solucionar o problema da saúde pública ? Meu Deus, quanto você é ingênuo...
Desde sempre .. esse pronto socorro é uma vergonha, Roberto França nao deu jeito, Wilson tambem nao, Galindo..coitado ... E agora nem Sinval tentando ampliar consegue contentar todos. Sera que um administrador fora do meio politico nao consegue resolver isso? Ja to com vergonha das pessoas de fora comentar que vamos fazer uma copa nesses moldes e nossa saude ainda ser a mesma do século passado. Edson
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