O empresário Dalmi Defanti Júnior, proprietário da Gráfica Print, que atua no mercado há 16 anos, disse que as mudanças na legislação eleitoral não atingiram apenas os candidatos, mas o ramo da propaganda impressa. Observa que a chamada minirreforma eleitoral, instituída pela Lei 11.300, de 2006, proíbe a instalação de outdoors e minidoors, peças de maior projeção visual, utilizadas pelos candidatos em épocas de campanha. Segundo Dalmi, a lei refletiu negativamente no faturamento das empresas do ramo, ao considerar que o lucro maior era registrado com as intalações das placas.
O empresário aponta prejuízos também naquelas empresas que atuam na confecção de brindes, camisetas e bonés. "Deu para sentir o impacto, mas a queda não foi tão assutadora, até porque os candidatos têm apostado na criatividade, tanto que para compensar essa mudança, eles (postulantes a cargos eletivos) estão investindo em panfletos, folders entre outros materiais que são permitidos pela legislação", explica Dalmi, ao avaliar que, para as empresas de confecção, só restaram a produção de bandeiras.
Mesmo a dois meses das eleições gerais, este período, na avaliação do empresário, ainda está sendo considerado "morno". A expectativa é do mercado vir a aquecer a partir de 17 de agosto, quando começa o horário eleitoral no rádio e na TV. Ele pondera ainda que as pesquisas de intenção de votos também são outro fator predominante para o aumento da produção de material de campanha. “Nós sentimos um pouco com as restrições da lei, mas o ritmo é o mesmo por aqui. Estamos trabalhando dia e noite para atender os nossos cliente. Acredito que as pesquisas também impulsionarão nossa venda ”, salienta Dalmi, ao enfatizar que a empresa há alguns anos optou pelo trabalho 24 horas e que está preparado para atender a demanda a partir do próximo mês. Conta com 100 funcionários.
Os materiais com mais saída são santinhos, santões, adesivos e também adesivagem para carros. Dalmi evitou revelar dados sobre fluxo diário, mas calcula que, por dia, milhares de impressos são entregues aos candidatos. A maioria demanda vem dos candidatos a cargos proporcionais, afinal são 304 inscritos para deputado estadual e 93 a federal. Dalmi explica que, conforme estabelece a legislação, nenhum material sai da gráfica sem a especificação da tiragem e o CNPJ.



Funcionários trabalham na confecção de material de campanha dos candidatos, tanto majoritários quanto proporcionais; por causa da restrição da legislação eleitoral, a maior demanda é de banners, santinhos e santões
Fotos: Josinei Moreira
Grande Dalmi, ilustre torcedor do único tricolor brasileiro: o FLUMINENSE. Nelson Rodrigues profetizou: o único tricolor é o FLUMINENSE, o resto são times de três cores. Muito bom vê-lo dando estas explicações à sociedade.
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