Sábado, 26 de Maio de 2012, 11:20 h
GREVE | 06/06/2011 - 11:27

Seduc ameaça profissionais, mas a greve já é vitoriosa, diz Gilmar

Sissy Cambuim

     O Sindicato dos Trabalhadores e Profissionais da Educação de Mato Grosso (Sintep) deflagrou nesta segunda (6) uma greve geral em todo o Estado. Entre as principais reivindicações, da pauta de mais de 40 itens, está a aplicação imediata de um piso salarial de R$ 1,3 mil e convocação dos profissionais aprovados no concurso público realizado no ano passado.

     De acordo com o presidente do Sintep, Gilmar Soares Ferreira, Mato Grosso é um dos Estados com o maior número de profissionais contratados no setor da educação. A situação mais grave, segundo ele, é na área de apoio, que inclui inspetores, merendeiras, profissionais administrativos, entre outros, em que o número de profissionais contratados chega a 50%.

     Por estarem atuando por meio de contratos temporários, esses profissionais são pressionados a não aderir à greve. “Existe uma pressão muito grande, lamentavelmente, não só pela secretaria de Estado de Educação (Seduc), que já tem enviado e-mails ameaçadores, mas também por gestores eleitos pela própria comunidade”, ressaltou Gilmar em entrevista ao RDTV na manhã desta segunda (6).

    “É uma vergonha para mim, que sou profissional da educação e fui eleito para uma condição, na hora de dar a lição mais importante e mostrar para os meus alunos que eles tem que lutar pelos seus direitos e por uma escola de melhor qualidade ver essa perseguição ao profissionais”, confessou o presidente do sindicato.

     Apesar da pressão, ele garante que a greve deve ganhar força nessa primeira semana, já que as maiores cidades decidiram por unanimidade aderir ao movimento, gerando um efeito cascata junto aos municípios vizinhos. “O movimento, em si, já é vitorioso, porque nos permite evidenciar um problema do Estado. Se continuarmos com esse atual patamar de investimentos, as escolas de Mato Grosso vão continuar formando analfabetos funcionais”, destacou. “Só o fato de podermos elucidar isto à população, já é uma vitória”, conclui.

     Gilmar ainda ressalta que, há mais de quatro anos, a categoria denuncia que o excesso de contratos temporários compromete, inclusive, o resultado da aprendizagem, já que o contrato precário obriga o professor a trabalhar em duas ou três escolas. “É um trabalho escravo, podemos assim comparar a situação de Mato Grosso, já que o professor não recebe nada pelo período de planejamento e avaliação”, afirmou.

     Conforme o presidente do sindicato, nem mesmo a contratação imediata dos profissionais aprovados no concurso, muitos dos quais continuam atuando nas escolas por meio de contratos temporários, já que ainda não foram convocados, resolveria a situação e que o Estado precisa realizar um novo concurso o quanto antes.

    Ele ainda ressalta que a proposta apresentada pelo governador Silval Barbosa (PMDB), que prevê um reajuste de 10% à categoria e não 15%, como pleiteado, chega a ser um desrespeito. “Há que se ressalta que em 2010 conquistamos que 70% dos recursos constitucionais fossem aplicados na educação. Se o governo aplicasse corretamente esses recursos, poderíamos estar recebendo o piso desejado desde o início deste ano”, avaliou.

Comentários:
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  • Elza De AraÚjo Leite | 08/06/2011 14:40
    CUIABÁ

    Rosa Neide era dos movimentos dos Professores, levanta dessa cadeira e venha lutar juntos com todos os Professores deste Estado. É fácil ficar mamando um leitinho gostoso!!!!

  • Prof.Genio | 06/06/2011 21:31
    cuiabá

    Grandes amigos e colegas professores de luta,,façamos o melhor pelos nossos ideias...lute,,,,,,sejamos vitoriosos em tudo...Educação vale ouro......

  • Soninha | 06/06/2011 21:24
    Cáceres

    enquanto isso, ROSA MUXA - A secretaria estadual de Educação (Seduc) contratou pela terceira vez consecutiva a consultora Maria Amélia Ramos para coordenar a elaboração de projetos na área de educação. O contrato tem um ano de duração e custou aos cofres públicos R$ 86,4 mil, o equivalente a um salário mensal de R$ 7,2 mil.

  • Tais | 06/06/2011 16:02
    CUIABA

    O PIOR DE TUDO E NAO CHAMAR LOGO OS APROVADOS !!! ISSO E UMA VERGONHA !!!! FALOU TANTO NO MEGA CONCURSO !!E ATE AGORA A MINORIA FOI CAMADA DA EDUCAÇÃO !!! VAMOS CONTINUAR CONTRATADOS ATE QUANDO ????

  • Maria | 06/06/2011 15:50
    Cuiabá-MT

    Esperamos que desta vez a classe mantém a greve... porque uma simples ameaça.. todos jogam a toalha e volta cada um p/a sua sala de aula aceitando qualquer migalha... vamos em frente professores.. garanta com cabeça erguida o seu pão de cada dia...






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