Depois da greve dos servidores da Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso (SRTE), que desde o último dia 2 cumprem expediente de apenas 50% por determinação judicial, os trabalhadores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) decidiram cruzar os braços nesta quarta (9).
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Mato Grosso (Sindsep/MT), Carlos Alberto de Almeida, as greves manifestam o descontentamento dos servidores quanto à falta de avanço nas negociações por parte do governo federal. Segundo ele, são cerca de dois anos pleiteando melhoras nas condições de trabalho dos trabalhadores.
Com 391 servidores federais em Mato Grosso, a sede do Incra em Cuiabá amanheceu de portas fechadas nesta quarta (9). Depois de 3 paralisações na tentativa de chamar a atenção das autoridades para os pedidos de reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), revisão salarial e isonomia para os cargos de nível superior, os funcionários públicos determinaram, em assembleia realizada nesta terça (8), greve por tempo indeterminado.
Para Adalberto Justino de Oliveira Júnior, servidor do Incra em Mato Grosso há 3 anos e meio, o movimento grevista foi uma resposta ao governo por ter reapresentado, na última reunião, uma proposta já rejeitada anteriormente pela categoria. “Essa reunião foi a gota d'água. Deixou os trabalhadores frustrados”, completou o presidente do sindicato.
Mesmo a audiência pública realizada com a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional na Câmara dos Deputados não acalmou os ânimos dos servidores. “Todas essas audiências são eleitoreiras. Por ser um ano eleitoral, querem se aproveitar dos trabalhadores utilizando este espaço como palanque”, reclamou Almeida.
Uma próxima reunião está marcada para 14 de junho. Até lá, a intenção dos servidores é manter a sede e todos os serviços realizados pelo Incra em Mato Grosso em greve, abrangendo, inclusive, os estagiários e funcionários terceirizados. “Nossa intenção não é prejudicar a sociedade, mas precisamos disso para ser ouvidos”, destacou Adalberto.
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concordo que pusquem os seus direitos porem quando voltarem ao trabalho terao que trabalhar de verdade e parar com essa moleza e fazer faler as ferias que tiverao trabalhar com seriedade e resolver tudo que esta parado e olha que e muita coisa
Este movimento "grevista" é para inviabilizar o empenho dos recursos orçamentários do INCRA para 2010. Impedindo o empenho, estarão prejudicando todos os assentados pelo INCRA. Não se trata de demandas de funcionários.
Já não fazem nada mesmo, agora só mudou o nome de desocupados para grevistas...
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