Sábado, 26 de Maio de 2012, 11:33 h
OPERAÇÃO JURUPARI | 21/05/2010 - 16:18

Servidores fraudavam relatórios e emitiam créditos, afirma PF

Patrícia Sanches

   A maioria dos crimes ambientais investigados pela Polícia Federal aconteciam durante o processo de inserção de créditos. Os envolvidos no esquema apresentavam um plano de manejo de determinadas fazendas, mas desmatavam, por exemplo, árvores de reservas indígenas. A madeira normalmente é transportada para São Paulo. Em Mato Grosso o preço do metro cúbico é de aproximadamente R$ 100. Já em São Paulo é comercializado a R$ 1,4 mil. As reservas indígenas mais prejudicadas pelo desmate ilegal seriam o Parque do Xingu, Kaiabi (em Apiacás), Cinta Larga , Batelão e Parque Nacional Juruena. Segundo a PF, o esquema de fraudes causou um rombo de pelo menos R$ 900 milhões. Trata-se de um procedimento complexo, que envolveu servidores da Sema, assessores do Poder Executivo, engenheiros florestais, empresários e fazendeiros.

   Antes de obter autorização para realizar o desmate, o proprietário rural precisa apresentar um plano de manejo florestal. No documento, assinado por um engenheiro florestal, é solicitada a execução de um roteiro de manejo. Após a formalização do processo, o protocolo passa a tramitar na Coordenadoria de Geoperocessamento (Cogeo), onde foi presa a coordenadora Luciana Esteves.

  Nesta etapa é analisado o mapa da área da fazenda para verificar quais árvores estão “maduras” e podem ser derrubadas. Após análise, o plano de desmate é aprovado ou reprovado pela Cogeo. Caso o manejo seja negado, toda a documentação é encaminhada para a Coordenadoria de Controle Processual, onde é feito cadastro de pendência. Quando a documentação está correta, a Sema gera créditos de madeira através de volumetria.

  Normalmente esses créditos eram fraudados. Muitas vezes os proprietários nem tinham mais a área para desmate. Apresentavam o projeto e praticavam desmate em terras indígenas. “Esses empreendimentos permitiam débitos virtuais e fictícios já que ninguém ia lá vistoriar. Eles conseguiam esquentar os créditos”, revelou o delegado responsável pelo caso, Franco Perazzoni. Ainda conforme ele, foram detectados casos em que um empreendimento era aprovado e posteriormente, sem um argumento plausível, o relatório era alterado e o crédito de desmate dobrava. Por enquanto, o relatório investigatório tem 450 páginas. Foram expedidos mandados de prisão contra 91 pessoas.

Comentários:
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  • Bope | 22/05/2010 08:45
    CUIABA

    Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Toco1000 | 21/05/2010 22:52
    cuiaba

    Notaram que as coisas funcionam sem o DR Moral Pedro Taques no MP, na cabeça dele só ele que solucionava a questão, é Dr, Dr não, pedro taques, tem pessoas que formaram recentemente no MP e na POLICIA FEDERAL que estão doidos para mostrar serviços com muito mais sabedoria e conhecimento,. vce já foi substituido a muito tempo Mt agora vai mostrar sua verdadeira CARA...obrigado

  • Jedae | 21/05/2010 17:17
    Cuiabá / MT

    Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Milena | 21/05/2010 16:34

    ANTES TARDE DO QUE NUNCA... ATÉ QUE ENFIM...UFA!!!!!!!!






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