O governador Silval Barbosa (PMDB) conseguiu resposta rápida a um pedido formal feito ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, sobre urgência na perícia judicial para definir os limites de uma área de 2,4 milhões de hectares entre Mato Grosso e Pará e, assim, acabar com um impasse sobre litígio que dura praticamente um século. Silval foi recebido pelo ministro na última quinta. Mendes pediu celeridade na análise do pedido. Curiosamente, 24 horas depois o ministro-relator Marco Aurélio requeriu a perícia. Ele determinou que o trabalho técnico seja realizado num prazo de 120 dias. O STF já tinha suspendido a regularização de terras situadas na faixa territorial questionada até que o mérito da ação seja julgado por Marco Aurélio.
Silval comemorou a decisão, afinal, o governo mato-grossense estava aguardando pelo deferimento do pedido havia quatro anos. Sua investida vai se transformar até em um trunfo político. É que quando foi deputado, Silval defendia um nova divisão territorial do Estado por entender que o governo não estava presente em todas as regiões. Agora, como governador, pensa o contrário e, com a possibilidade de Mato Grosso incorporar os mais de 2 milhões de ha que hoje estão com o vizinho Pará, Silval quer explorar o fato como um administrador da anexação e não da divisão.
A disputa judicial entre os dois Estado está em debate no Congresso Nacional. A Procuradoria-Geral do Estado já participou até de uma audiência pública da Comissão da Amazônia e Integração Nacional da Câmara dos Deputados. O governo de MT apresentou um calhamaço de documentos com convenções, leis e decretos que justificam a ação impetrada no Supremo. Quer demarcação definitiva dos limites territoriais. A PGE defende uso de satélites e equipamentos modernos de medição, como o GPS, para definir os limites entre as duas unidades da Federação.
A indefinição da divisa faz com que os moradores da região em disputa não sejam beneficiados por ações públicas e investimentos estaduais, o que transforma a área numa terra de ninguém. O Palácio Paiaguás enfatiza que esgotou todas as instâncias administrativas e amigáveis de negociação antes de buscar solução no Judiciário.
A área sob litígio equivale ao território do Estado de Sergipe. O ponto crucial do litígio é a localização do Salto das Sete Quedas. A disputa começou em 1922, quando o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro (hoje IBGE), confundiu Cachoeira das Sete Quedas com Salto das Sete Quedas. Com a troca dos nomes dos acidentes geográficos que limitam os dois estados, Mato Grosso teve parte de seu território indevidamente incorporado pelo Pará. O governo paraense questiona a posição defendida por MT, sob argumento de a fronteira já está legalmente demarcada e delimitada pelo IBGE. Sustenta que a medição está correta e vê equívoco de MT na interpretação dos dados cartográficos.
Já o Paiaguás contrapõe, ao sustentar que Mato Grosso não está questionando a denominação e sim a localização dos marcos geográficos. Diante de tantas argumentações sobre as razões do litígio, a Comissão da Câmara desistiu de tentar um acordo entre as partes e se limitará a acompanhar o andamento do processo no STF.
Politico sem personalidade e sem objetivo nas suas ações, vai ao sabor do vento, ontem deputado, querendo ser governador, dividir o estado era o seu objetivo e como pai da criança, seria o governador do novo estado, não conseguindo seu intento e para tentar apagar a sua traição com os demais matogrossense, vem com esse discurso bobo de anexação de area tentando enganar a quem? Ou quer angariar votos com essa postura? Não esquecemos os seus inflamados discursos de divisão de mato grosso, dançou meu amigo, vamos descer a lenha em voce em outubro, seu sonho ja foi para o ralo, nem o BOTINUDO chefe esta como voce, mas com o Mauro Mendes,hoje ele atua nos bastidores urdindo apoio ao amigo, e na hora certa ele muda de barco, pois ja sentiu que desse mato não sai coelho.
Boa Silval, já tá pensando no futuro hein! todos nós sabemos da sua vontade na divisão do MT, e aquela parte é do tamanho de Sergipe, então depois de dezembro o senhor vai ser governador lá, acorda Silval o Maggi tá fortalecendo o Mauro de todas as maneiras e senhor não percebe, viu a última cartada dele? já mandou a Serys pra lá, logo logo ele vai arrumar um jeito de pular fora também, mas essas manobras todas nada vai adantar, é Wilson de novo.
Isso mostra a seriedade desse Governador, não fica de conversinhas, nao fica prometendo nada, ele vai em cima do problema para tentar resolver, parabéns Silval o povo vive nessa area em litigio te agradece.
Vai ter que fazer muito Sua Excelencia seu Silval, porque a divisão que patrocinou fez um estrago grande. Matogrossense tem trauma de divisão. E esse trem que não chega aqui?
Justiça seja feita, ainda recordo da luta do Des. Domingos Savio Brandã de Lima, na decada de70, então Secretário de Interior e Justiça e Dr. Antonio Hans, pela demanda com o Estado do Para sobre a linha divisória. Mérito aos Drs. Alexandre Tavaloni, Ivaldo Caetano, Salvador Ponpeu e, como aprendiz, este Procurador.
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