Apreensivos com a possibilidade de 3 mil funcionários serem demitidos após a oficialização do processo licitatório do transporte coletivo intermunicipal, em trâmite na Ager, cerca de 300 pessoas fecharam o terminal de embarque da Rodoviária de Cuiabá nesta terça (15). O grupo ameaça entrar em greve nos próximos 10 dias e promete fazer muito barulhos pelas ruas da Capital.
Eles reivindicam garantia de postos de trabalho e pagamento dos direitos trabalhistas. Acontece que está marcada para esta sexta (18) a abertura dos envelopes com a proposta das empresas interessadas no certame.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas Profissionais e Trabalhadores em Empresas de Transporte Terrestre de Cuiabá e Região, Ledevino da Conceição, não há nenhuma garantia no edital de que os trabalhadores serão mantidos nas empresas que vencerem a licitação. Também não há segurança de que os diretos serão pagos, nem mesmo aos funcionários com mais de 20 anos de empresa. “Desses 3 mil funcionários, 100% está na rua. Não vai ficar nenhuma empresa e nenhum trabalhador”.
O motorista Leonel Aparecido lembrou que trabalha nessa função há 20 anos e, aos 51 anos de idade, seria difícil se adaptar a outro emprego. Ele atua há 9 anos na atual empresa, mas está com mais medo de ficar desempregado do que de não receber os direitos. Segundo ele, a concessionária que assumir pode não querer contratá-lo pela idade. “Algumas colocam limite de idade e podem não me aceitar. Eu já passei 4 dias dentro de um ônibus por causa da qualidade das estradas. Sofremos muito nesse Nortão e, se eles melhoraram, não vou participar disso?”, lamentou.
Dessa forma, a categoria reivindica uma reavaliação do edital e a inclusão de garantia do posto de trabalho e direitos trabalhistas. Caso não sejam promovidas as alterações, os 3 mil funcionários, entre motoristas, manutenção e administrativo, prometem cruzar os braços. Nesta terça (14), eles realizaram uma carreata, passando pelo Palácio Paiaguás, Assembleia e retornando à rodoviária, com o grito de ordem: “licitação sim, desemprego não”.
A maioria das empresas que atuam no mercado estão “atoladas” em dívidas, não pagam impostos há anos e acabaram impedidas de participar do certame. Diante disso, os empresários teriam deixado os funcionários sem garantia alguma e, agora, o grupo cobra os direitos e salários do Governo. Para Ledevino, embora as devedoras sejam empresas privadas, a culpa do débito é do Estado por ausência de fiscalização. “O erro foi a omissão”.
2013:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2012:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2011:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2010:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2009:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
PORTAL | BLOG | RDNEWS NO SEU SITE | RDNEWS | ANUNCIE | CONTATO
Todos os Direitos Reservados - RDNEWS - Notícias e Bastidores da Política em Mato Grosso - 2006 - 2013
Fale conosco: (65) 3637-6104 ou 3637-8249