Cuiabá, 25 de Maio de 2017

Polícia

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Quinta-Feira, 20 de Abril de 2017, 10h:47 | Atualizado: 20/04/2017, 11h:31

Dema pede prisão de estudante que aparece no vídeo de sexo com cadela

A Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), da Polícia Civil, representou pela prisão do estudante Hemerson Fernandes que aparece em imagens mantendo relação sexual com uma cadela. O vídeo circulou esta semana nas redes sociais e casou revolta na sociedade e em diversas Ongs de proteção aos animais.

O rapaz é morador de um residencial, no bairro Pedra 90, em Cuiabá, que deverá responder por crimes de maus tratos e associação criminosa. Ele já foi indiciado nos delitos praticados. A Polícia Civil acredita que Emerson seria membro de um grupo de zoófilos, pessoas que têm atração e envolvimento sexual com animais de outras espécies. Os integrantes desse grupo ainda estão em processo de identificação. 

Reprodução

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Estudante Hemerson está foragido. Quem souber do paradeiro ligar 197 ou 181 para a Polícia Civil

O delegado Gianmarco Paccola Capoani conta que a Especializada tomou conhecido dos fatos, na tarde desta quarta (19), via vídeo que circulou no aplicativo WhatsApp e notícias veiculadas na imprensa. “Imediatamente iniciamos as diligências para identificação da pessoa do vídeo. Os trabalhos se prolongaram por toda a noite de ontem até a manhã desta quinta (20), com a representação do pedido de prisão do rapaz, que não foi localizado.” 

Nas diligências, a Polícia Civil recebeu informações de que Hemerson, após ter a notícia de seu vídeo “vazado” nas redes sociais e tomar conhecimento de que era procurado pela polícia, teria fugido de casa, por volta das 18h, de ontem. 

No pedido de prisão, o delegado pondera a repercussão social das “cenas criminosas filmadas pelo próprio indiciado e publicadas posteriormente nas redes sociais, que geraram repugnância maciça na sociedade”, inclusive extrapolando os limites locais. 

O delegado também analisa os comentários das reportagens dos cidadãos que, segundo ele, ficaram “chocados e estarrecidos com os fatos”. “São dezenas de apelos sociais demonstrando extrema aversão à prática delitiva. Vislumbramos inclusive que algumas pessoas estão tão revoltadas que chegaram a proferir ameaças contra o autor dos fatos.” 

Sobre os indícios de associação criminosa, já que há indícios de Hemerson integrar um grupo de zoófilos, o delegado diz que essas pessoas teriam por prática ilícita o contato físico com animais e, na sequência, a filmagem de tais atos e a especulação do referido material, que circularia entre os indivíduos do grupo.

Uma testemunha localizada nas diligências da Dema confirmou indícios de envolvimento de outras pessoas na prática criminosa. Também há postagens de redes sociais, vinculadas ao indiciado, além de outras fotografias (animais) ligadas ao ato ilícito, como uma conta denominada ezoo.zoo, que aparece como seguidora de Hemerson. “Chama a atenção tal circunstância pela denominação da conta, suspeita de abrigar outro integrante da associação”, ressalta o delegado.

Por fim, na representação, Gianmarco reforça a gravidade dos fatos. “Além da proteção integral à fauna, no crime de associação criminosa é a paz pública. Esta, conforme a doutrina, é entendida como o necessário sentimento de tranquilidade e segurança coletiva que a ordem pública deve proporcionar”, argumenta. 

Conforme ele, “trata-se um fato que abalou o sentimento social, e certamente, além das questões criminais aqui investigadas, é certo que deverá haver paralelamente sanções de reparação de dano extrapatrimonial ambiental”. 

Maus tratos 

O crime de maus tratos foi vislumbrado pelas imagens do vídeo, que demonstram detalhadamente que Hemerson está naturalmente se referindo aos membros do grupo e também por transparecer de que aquela não seria a primeira vez da prática sexual com a cadela. “Isso está evidente quando, ao destinar o vídeo, utiliza as expressões: …“Para os amigos que ainda não tinham visto meu vídeo….”; …”ai vocês vão gostando ai óh”…; …”galera ela tá no cio”…”.

A Polícia Civil também destacou a necessidade de mandado de busca e apreensão para a coleta de provas, como eventuais computadores e/ou celulares, bem como do resgate de animais que possam estar no endereço do indiciado, para maior profundidade do resultado das investigações. 

Denúncias  

Denúncias do paradeiro do rapaz procurado e de outros crimes contra animais e o meio ambiente podem ser feitas no 197 ou 181 da Polícia Judiciária Civil. (Com Assessoria)

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Comentários (3)

  • jorge salm | Quinta-Feira, 20 de Abril de 2017, 14h02
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    5

    não cabe prisão. babaquice do rapaz mas atitude abusiva da policia.

  • JEFERSON MATOS | Quinta-Feira, 20 de Abril de 2017, 13h52
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    Demente.

  • Paulo | Quinta-Feira, 20 de Abril de 2017, 12h53
    2
    0

    Puts com uma cadela??? que gosto. Com tantas moças bonitas e disponíveis por aí. Prende mesmo esse infeliz.

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