Assessores que trabalham para os magistrados envolvidos no suposto desvio de dinheiro do Tribunal de Justiça estão na iminência de ficar "no olho da rua". São 61 servidores que trabalham em cargos de confiança nos gabinetes dos três desembargadores e sete juízes que foram aposentados compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Judiciário, Rosenval Rodrigues, "um gabinete de um desembargador é composto por 11 servidores de livre nomeação por parte do magistrado e os juízes de direito possuem quatro".
O presidente da Associação dos Magistrados (AMAM), Walter Pereira de Souza, acredita que esta é a pior crise vivenciada pelo Judiciário em Mato Grosso. Cauteloso, ele pede para que as denúncias sejam muito bem apuradas, uma vez que são de teor gravíssimo. Enquanto a população cobra uma punição mais efetiva, os envolvidos preparam, cada um, o mandado de segurança que deverá ser apresentado ao Supremo Tribunal Federal.
O advogado Vilson Nery, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), acredita que os envolvidos podem ser alvos de processos criminais. Ele afirma que o movimento aguarda "a definição jurídica que o Ministério Público vai dar para a conduta de cada um". Segundo ele, "o pau que bate no Chico tem que bater no Francisco com a mesma força".
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