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RONDONÓPOLIS | 11/08/2010 - 09:04

Adonias defende folga para servidores durante aniversário

Sissy Cambuim

   A Câmara de Rondonópolis aprovou na última quarta (28) o projeto de lei do vereador Adonias Fernandes (PMDB) que dá aos servidores municipais ponto facultativo na data de seus aniversários. Com dez votos favoráveis e apenas um contrário, a matéria gerou polêmica na cidade, inclusive com o indicativo de veto do prefeito Zé do Pátio (PMDB). “É um direito que cabe a ele, mas eu não vejo nenhum prejuízo para a admisnitração pública com essa lei”, declarou o autor do projeto. De acordo com Adonias, a matéria não é novidade e já é aplicada pelo governo de Goiás, por exemplo. “É uma maneira de incentivar o servidor municipal”, justificou o vereador.

   Ele explica que, caso entre em vigor, o setor de recursos humanos deveria disponibilizar a listagem dos aniversariantes e se programar para a sua ausência na referida data. “Já fizemos um levantamento e percebemos que são raros os casos em que as datas de aniversário dos servidores caem no mesmo dia”, explicou. Adonias pontuou que o setor que poderia apresentar maior dificuldade seria o da educação. “Mas com planejamento é possível resolver”, completou.

   Mesmo na área da saúde, o vereador não acredita em prejuízos. “Durante a Copa, por exemplo, o Brasil parou e ninguém reclamou”, disse. “Se procurarmos pelo país afora, poderemos constatar quantos profisisonais trocam de plantão amigavelmente no dia de seus aniversários”, explicou. O benefício seria aplicado a servidores concursados e comissionados que poderiam desfrutar ou não do direito. “Se ele tiver muito amor pelo serviço e quiser trabalhar, nada o impedirá”, ironiza.

   No entanto, os argumentos parecem não ter sensibilizado o prefeito peemedebista, que pensa em apresentar uma contraproposta, sugerindo que ao invés do ponto facultativo, os servidores possam receber o 13º salário na data de seu aniversário. O que o vereador não entende é a polêmica gerada em torno do assunto, mas ressalta a importância da população discutir a política. “Mesmo que a lei não seja sancionada, já valeu a pena por ver que o povo está se interessando”, ressaltou.