Advogados são acusados de fraudar uma audiência judicial, em 26 de janeiro, para faturar pouco mais de R$ 8 milhões de um devedor. Mesmo constando no documento da Justiça que o devedor, Olympio José Alves, já estava morto há cinco anos, ele constou como presente na audiência e reconheceu o débito. Além dos advogados, a empresa Rio Pardo Agro Florestal S/A, que era a reclamante da dívida, também é suspeita da fraude. A empresa alega não ter recebido o pagamento pela venda de um imóvel comprado por Olympio na Gleba Guaporé, em Vila Bela da Santíssima Trindade. Para complicar a história, os lotes negociados não foram encontrados e a empresa, que deu como endereço a Fazenda Canaã, em Pontes e Lacerda, não foi localizada.
Na audiência, que ocorreu na 3ª vara Cível do Fórum de Várzea Grande, a Rio Pardo foi representada por André Luiz Guerra e o advogado Alexandre Perez do Pinho, que apresentou um acordo que foi homologado pelo juiz, Marcos José Martins de Siqueira. O magistrado se diz perplexo com a suposta fraude e garante que conferiu a carteira de identidade com a foto da pessoa que compareceu à audiência. A Corregedoria de Justiça avaliou a conduta do juiz como correta. Já os advogados e o representante da empresa não foram encontrados.
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