O ex-deputado José Riva (PP) classificou o candidato ao Governo Mauro Mendes (PSB) como um oportunista e teceu duras críticas ao empresário, que usou o nome do progressista e do presidente estadual do PMDB Carlos Bezerra para “alfinetar” o governador Silval Barbosa (PMDB), que busca a reeleição – veja mais aqui. Na análise de Riva, os ataques que Mendes vem fazendo em seus programas eleitorais são incoerentes com suas atitudes. Ele pontua que Mendes resolveu ficar contra o seu coordenador da campanha para prefeito, em 2008, já que na época, o então vice-governador Silval ocupou o posto e foi um de seus maiores incentivadores do socialista. “Enquanto muitas pessoas ainda passam fome em Mato Grosso, Mauro Mendes enriqueceu às custas dos incentivos fiscais dados pelo Governo. Em contrapartida, deveria ajudar a alavancar a economia do Estado”, frisou o progressista.
Logo em seguida, o ex-presidente da Assembleia Legislativa lembrou que ajudou Mauro Mendes na campanha de 2008, quando ele foi derrotado pelo então prefeito Wilson Santos (PSDB), que renunciou ao cargo para disputar o Paiaguás. “Abri as portas de minha casa e fizemos, inclusive, uma grande reunião. Ajudei na campanha e agora sou apedrejado”, reclama Riva. Depois o progressista afirma ter pena das pessoas que estão apoiando Mendes nesta eleição porque o progressista faria a chamada campanha da conveniência. “Amizade pra ele é por conveniência. Hoje sou seu amigo, amanhã , se não for do jeito que ele quer, sou seu inimigo”, alfinetou.
Embate jurídico
Apesar das críticas de Mendes, Riva tem o que comemorar nesta segunda (30). Ocorre que o Ministério Público Federal emitiu parecer favorável ao registro de candidatura. A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, avaliou que não há nada que impeça o progressista de disputar o pleito e depois encaminhou o relatório ao TSE. O caso é relatado pela ministra Carmen Lúcia e deve entrar na pauta do Tribunal nesta semana. “Esse parecer confirma a nossa tese de que Riva pode concorrer na plenitude nessa eleição”, reforçou o advogado do progressista, Mário Sá.
O pedido de impugnação da candidatura do ex-deputado foi protocolizado pelo procurador regional eleitoral Tiago Lemos, que considerou Riva inelegível pela perda do mandato ocorrido em 29 de julho, quando ele foi cassado por compra de votos em 2006. O Pleno do TRE concedeu o registro ao progressista por entender que a condenação não tem efeito neste pleito devido ao fato de ser posterior ao ato de inscrição do ex-parlamentar. A tendência é que Carmen e os membros do TSE tenham o mesmo entendimento, mantendo o registro de candidatura de Riva.