Empresários, representantes de entidades e associações e da administração municipal de Cáceres devem lotar pelo menos 4 ônibus na próxima segunda, 1º de março, rumo a Cuiabá, para reivindicar o funcionamento da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) da região. Cerca de 400 pessoas vêm à Capital para participar de uma audiência com o presidente da Fiemt, empresário Mauro Mendes, pré-candidato ao Palácio Paiaguás, a partir das 9 horas. Logo depois, às 14h, partem para a Assembleia Legislativa para "fazer pressão" e exigir o funcionamento da ZPE, numa audiência pública requerida pelo deputado Sérgio Ricardo (PR).
Criada pelo governo federal em julho de 1988, a ZPE de Cáceres tem dificuldades para avançar. Um estudo realizado pela Associação Brasileira das ZPEs, apontou que o empreendimento em Cáceres, assim como das demais ZPEs na região Centro-Oeste, ficaram comprometidos basicamente pelas desvantagens locacionais.
A visita a Cuiabá será liderada pelo prefeito de Cáceres, Túlio Fontes (DEM) e pelo secretário municipal de Indústria e Comércio Adilson Reis, e conta ainda com nomes "de peso" no cenário empresarial da região, como Walter Zacarkim, Neto Gouveia, presidente do Sindicato Rural de Cáceres, Pedro Lacerda, presidente da Cooperativa de Criadores de Jacarés, Francismaris Cruz, proprietário do grupo Cometa, Jorge Amedi, presidente da Associação Comercial, entre outros representantes do setor.
"Temos um prazo para tirar essa proposta do papel. Precisamos de recursos do Estado para viabilizar a ZPE. Já temos dez cartas de intenções de empresas que querem se fixar em Cáceres", garante Zacarkim.
As Zonas de Processamento de Exportação são consideradas áreas de livre comércio destinadas à instalação de empresas industriais voltadas à produção de bens cujos produtos são comercializados exclusivamente no mercado externo. No conceito geral, são criadas em regiões menos desenvolvidas com vistas a reduzir os desequilíbrios regionais, fortalecer o balanço de pagamentos e promover a difusão tecnológica e o desenvolvimento econômico e social do país. Para efeitos aduaneiros, é caracterizada como zona primária.