O presidente regional do PMDB, cacique Carlos Bezerra, disse que o partido marchará unido rumo ao pleito de outubro e que precisa continuar abraçando a pré-candidatura de Silval Barbosa ao Palácio Paiaguás. No encontro da legenda em Rondonópolis nesta sexta à noite, marcando lançamento do site do partido na internet, o deputado avisou que não admite traição. "No PMDB, não há espaço para traidores".
Foi um recado ao prefeito rondonopolitano Zé do Pátio, que não estava presente à reunião. Pátio conseguiu de desvincular de Bezerra, de quem era afilhado político e vem se mostrando rebelde nas discussões internas. Embora o PMDB conte com Silval como pré-candidato a governador, Pátio não o apóia. Ele se transformou em cabo eleitoral do colega prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), que lidera bloco de oposição na corrida sucessória. Alega que deve gratidão a Wilson, que levou o tucanato a aderir sua campanha em 2008, quando derrotou Adilton Sachetti. O então prefeito tinha no palanque o governador Maggi e também o peemedebista Silval.
O encontro reuniu a militância da região Sul. Estavam presentes, além de Bezerra, a sua esposa, ex-deputada federal e agora em pré-campanha à deputada estadual Teté Bezerra, os vereadores rondonopolitanos Adonias Fernandes, Mariuva Valentim, Manoel da Silva Neto e Lourisvaldo Manoel da Oliveira, o Fulô, além de dezenas de filiados. Em discurso inflamado, Bezerra destacou que Silval cresce nas pesquisas de intenção de voto e disparou: “Nós do PMDB não podemos fazer o papel de quinta coluna. Temos que abraçar essa candidatura (de Silval) com unhas e dentes e peço que não vacilem”.
Neste sábado, Carlos Bezerra prestigiou o encontro do PR, com quem o PMDB fechou aliança visando o pleito deste ano. Sentou ao lado do aliado Silval e discutiu estratégias políticas com o governador Blairo Maggi, a quem vinha fazendo críticas de forma sistemâtica. Maggi renuncia ao mandato no próximo dia 31. Com isso, o PMDB de Bezerra volta ao comando do Paiaguás duas décadas depois.