A polêmica que envolveu a campanha política por meio de placas e cavaletes nos canteiros e rotatórias das cidades, fazendo com que municípios chegassem a sancionar leis proibindo a medida, mesmo com a autorização da legislação eleitoral e ainda levou uma série de eleitores a se manifestarem contra a prática nas redes sociais, divide os candidatos. Existem os que optaram por retornar com seu material às ruas e aqueles que acataram a legislação municipal. A quantidade de material espalhado pelas ruas levou uma série de eleitores a se manifestar contra a prática nas redes sociais, mas o embate continua. Com o aval do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a pendência da análise de cada caso na Justiça comum, os candidatos que apostaram neste tipo de propaganda na Capital mantêm as placas fora das ruas, mas a situação não é a mesma na cidade vizinha, Várzea Grande. No entanto, para se esquivar da rejeição dos eleitores, um candidato inovou na estratégia.
Na última quarta (25), em meio aos diversos cartazes que ocupavam a rotatória de acesso a avenida da FEB, um deles não trazia nenhuma informação sobre o candidato além de seu número. Sem divulgar seu nome, rosto ou partido, o concorrente a uma das 24 cadeiras da Assembleia, Eli Nunes de Oliveira (PPS), o Abravanel, distribuiu placas na tentativa de convencer seus eleitores a confiarem nele em 3 de outubro.
Em Várzea Grande, a lei que veta o uso de placas e cavaletes foi sancionada na última segunda (23). A lei segue os mesmos moldes da mensagem aprovada pelos vereadores de Cuiabá, mas a multa imputada aos infratores é maior do que na Capital. Mesmo assim, as rotatórias, canteiros e vias do município estão lotadas de placas e cavaletes. Enquanto os parlamentares cuiabanos estipularam punição de R$ 1 mil para cada publicidade irregular, em Várzea Grande a infração vai custar R$ 5 mil aos políticos que desrespeitarem a legislação municipal.