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POLÊMICA | 30/04/2010 - 11:33

Cintra diz que confia em Pivetta e Taques para continuar no PDT

Patrícia Sanches

   O novo secretário de Cultura, Sérgio Cintra, não teme retaliações dentro do PDT e diz confiar na seriedade do presidente regional da sigla Otaviano Pivetta e do pré-candidato ao Senado Pedro Taques, escalados para resolver a briga interna na sigla em Cuiabá. Ele assegura que não houve nenhuma manobra para forçar sua nomeação na pasta, mas sim um convite que ele aceitou. "Eu fui convidado pela bancada do partido. Não vou me submeter a pessoas que não tem densidade eleitoral ou política", afirmou, instantes após tomar posse como novo secretário de Cultura da Capital.

  A solenidade ocorreu na sede da pasta e foi acompanhada por vereadores, secretários do Palácio Alencastro, além do ex-presidente do PDT Mário Márcio Torres, que entregou o posto nesta quinta (29) em sinal de apoio a Cintra e ao prefeito Chico Galindo (PTB). Para Torres, não há motivo para instauração de processo administrativo contra Adevair e Cintra. "Chega a ser uma espécie de perseguição. O partido tem como regra o respeito a seus filiados", disparou Torres. Ele argumenta ainda que não deve haver restrições ao nome de ninguém e que a indicação de Cintra deve ser acatada.

  O ex-presidente assegura que o novo secretário de Cultura tem serviços prestados, publicou livros e que tem gabarito para atuar na área cultural. "Não concordo com esse pedido de expulsão", defendeu Torres, numa referência a um movimento de membros da Comissão Provisória de Cuiabá que promete expulsar Adevair e Cintra da sigla. Eles alegam que os dois "patrolaram" o diretório e ignoraram a indicação de Paola Reis, que atuava como secretária-adjunta. Agora, caberá a Taques e a Pivetta resolver a pendenga.

   Projetos e Balanço

   Adevair Cabral retorna às atividades na Câmara na próxima terça (4). Durante o período em que comandou a Cultura ele assegura ter dado continuidade a todos os projetos da pasta e ter ampliado alguns. Diz ter recebido a secretaria com apenas R$ 0,14 e que agora deixa a pasta com R$ 40 mil. Além disso, pontua que o incentivo fiscal à Cultura era de R$ 400 mil na época em que Mário Olímpio administrava a pasta. "Agora temos R$ 1,3 milhão. Nunca se teve tanto dinheiro para se investir na Cultura de Cuiabá", ressaltou.

  Já Sérgio Cintra promete dar continuidade às ações feitas por Adevair e quer implementar políticas, que permitam a difusão da cultura para as crianças. "Não podemos deixar que a cultura cuiabana acabe", ressaltou Cintra.