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POLÊMICA | 25/05/2010 - 12:35

Edivá deve deixar secretaria, voltar à Câmara e corrigir erro

Patrícia Sanches

  O secretário de Trânsito e Transporte Urbano Edivá Alves terá que renunciar à pasta e retornar à Câmara para “consertar” o erro cometido por seu suplente Rossivelt Coelho (PSDB) e reconduzir os mais de 15 funcionários de seu gabinete aos postos. Ocorre que Roosivelt tirou licença por 120 dias para tratar de assuntos particulares e, como ninguém assumiu a sua vaga, todos os funcionários do gabinete foram exonerados com ele no início do mês. Nos bastidores, Edivá teria ficado revoltado com a situação porque algumas pessoas trabalham com ele há pelo menos 10 anos. O secretário colocou Roosivelt contra a parede e ele bem que tentou retornar ao Legislativo, mas seu requerimento foi negado por unanimidade na sessão desta terça (25). “ A Lei Orgânica e o Regimento Interno não permitem que os parlamentares com licença de 120 dias para tratar de assuntos particulares retornem antes do tempo, por isso, o pedido foi negado”, explica o presidente da Câmara, Deucimar Silva (PP).

  Assim, a única saída é Edivá voltar à Câmara e, logo em seguida, pedir novo afastamento para reassumir a sua vaga no staff da Prefeitura de Cuiabá, para que Roosivelt possa ser reconvocado pela Mesa Diretora. Tanta “mão de obra” foi provocada pelo fato do primeiro-suplente tucano ter sido irredutível em deixar o Legislativo para acompanhar o ex-prefeito de Cuiabá e pré-candidato ao governo Wilson Santos (PSDB). De quebra, Roosivelt pretendia beneficiar o sobrinho da deputada Chica Nunes (DEM), Tiago Nunes (PSDB), com uma cadeira no Legislativo. Assim, pretendia abrir caminho para que Lueci Ramos (PSDB) também se licenciasse e o sobrinho do ex-governador Dante de Oliveira, Leonardo de Oliveira, estreasse na Câmara.

  O “tiro saiu pela culatra” e Roosivelt arranjou um grande problema. Se licenciou para para tratar de assuntos pessoais por 120 dias, entretanto, o regimento interno e a Lei Orgânica da Câmara determinam que o suplente só seja empossado em casos de licença médica, quando o titular da vaga assume uma vaga no staff estadual ou municipal ou em caso de licença por mais de 121 dias. Como a situação não se encaixa em nenhuma das possibilidades, a Câmara passou a realizar os trabalhos com apenas 18 vereadores. “Isso nunca aconteceu na história do Legislativo. Agora a única saída é Edivá retornar à Câmara, sair e reconvocarmos Roosivelt”, finaliza Deucimar.