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Divergências | 29/01/2010 - 17:03

Em 2009, Maggi só liberou R$ 531 em convênios para Rondonópolis

Romilson Dourado

Prefeito Zé do Pátio   Durante todo o exercício de 2009, primeiro ano da gestão Zé do Pátio em Rondonópolis, o governo Blairo Maggi só liberou em convênios R$ 531,17, valor praticamente de um salário mínimo, fixado hoje em R$ 510. A "ajuda" do Estado representa 0,01% dos R$ 4.089.511,00 que estavam previstos. A revelação que surpreendeu todo o secretariado do prefeito foi feita pela equipe econômica, em audiência pública nesta quinta à noite, no auditório do Palácio da Cidadania, na própria prefeitura. Os dados reforçaram a tese do grupo ligado ao prefeito que vê espécie de boicote da gestão Maggi para com a administração peemedebista, após não conseguir reeleger o aliado Adilton Sachetti (PR), nas urnas de 2008. Já a transferência estadual referente ao repasse obrigatório de parte dos tributos arrecadados chegou a R$ 104 milhões.

   O secretário municipal de Finanças Adão Nunes e a consultora do Município Manoelina Oliveira asseguram que a prefeitura arrecadou R$ 274 milhões no ano passado, o que representa R$ 26,8 milhões a menos se comparado aos R$ 300 milhões orçados para o período. Argumentam que, além da crise financeira mundial, que afetou diretamente a cadeia produtiva do município, os repasses estadual e federal fecharam o ano abaixo do orçamento previsto. Ao todo a União transferiu R$ 99,8 milhões para os cofres municipais, chegando perto dos R$ 106,6 milhões esperados, provenientes de impostos e convênios.

   Já o montante arrecadado pelo próprio município totalizou R$ 55,6 milhões, 92,9% dos quase R$ 60 milhões orçados. Em contrapartida, a arrecadação de alguns tributos superou a meta prevista no orçamento de 2009. É o caso do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), responsável por R$ 8,1 milhões da receita total. Já o Imposto de Renda Retido na Fonte chegou a 114,74% do previsto, com R$ 3,7 milhões.

   Do total arrecadado pelos cofres públicos em Rondonópolis, 30,7% (R$ 53,9 milhões) foram investidos em Educação, superando o percentual mínimo que é de 25%. Já a Saúde ficou com 20,7% da receita, também acima da exigência mínima de 15%. Segundo a equipe econômica, as despesas com manutenção da máquina administrativa e investimentos em obras somaram R$ 58,6 milhões. Gastos com pessoal ficaram em R$ 107,4 milhões (51,9%).