RDnews - Poderes e Bastidores


Eleições 2010 | 25/08/2010 - 17:43

Em ato, Dilma pede apoio a Silval

Sissy Cambuim


Silval Barbosa discursa agradecendo a presença de Dilma Rousseff em Cuiabá e segue pedindo votos...

   A candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) que participou de uma reunião política no ginásio do Colégio São Gonçalo nesta  quarta (25) à tarde ao lado do candidato à reeleição, governador Silval Barbosa (PMDB), mas foi recebida pou outro concorrente ao Paiaguás, Mauro Mendes (PSB). Em sua chegada no aeroporto, pediu que seus eleitores votassem nos candidatos da coligação “Mato Grosso em Primeiro Lugar”, do peemedebista. “Vocês não podem dividir o voto e se vocês votarem nessa chapa, vão estar votando no processo de transformação do Brasil”, ressaltou Dilma, depois de apresentar os candidatos da majoritária.

   Ela assumiu o compromisso de ter como uma das prioridades de seu governo o desenvolvimento de Mato Grosso. “Este é um Estado muito importante para mim. Quando as pessoas contestam dizendo que ele não é tão populoso quanto outros, eu respondo que não é isso que importa e que Mato Grosso vai se tornar cada vez mais importante para o Brasil e para o mundo pois é um grande produtor daquilo que ninguém pode ficar sem: o alimento”, explicou.

   Dilma também reverenciou as qualidades dos que pleiteiam a majoritáriam dizendo que o candidato ao Senado, ex-governador Blairo Maggi (PR), é um homem capaz e competente, e o deputado federal Carlos Abicalil (PT) é íntegro, sincero e honesto, tendo a honra de ter trabalhado com ambos, confrome destacou. Dilma também lembrou que conheceu Silval enquanto era vice-governador e comentou sobre sua capacidade de trabalho. “Vim aqui assumir com vocês o compromisso de trabalhar com meus parceiros Blairo, Silval e Abicalil”, pontuou.

   O governador, por sua vez, se disse muito feliz com a visita da presidenciável e classificou o evento como fruto de um esforço conjunto de toda a base aliada. No entanto, seu pedido à candidata girou em torno das mesmas propostas feitas pelo seu adversário, Mendes, minutos antes. “Precisamos de sua parceria para trazer a ferrovia e concluirmos a BR-163”, defendeu.



...enquanto a senadora Serys Marly (PT) tenta conseguir a atenção da presidenciável

    Em sua primeira visita como candidata à presidência, Dilma juntou militantes de duas coligações diferentes numa carreata que seguiu do aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, onde foi recebida pelo candidato Mauro Mendes (PSB), até o ginásio do Colégio São Gonçalo, em Cuiabá, para uma reunião com o candidato à reeleição, governador Silval Barbosa (PMDB). O percurso foi tomado por carros, faixas e cartazes que referenciavam os dois concorrentes ao Paiaguás.

   Apesar de ter garantido a Mendes que apoiaria o candidato que ganhasse as eleições, para que pudessem governar juntos em prol do desenvolvimento do Estado, Dilma pediu que os militantes que compareceram ao ato político realizado por Silval não dividissem seus votos e optassem por ela no Planalto, Silval no Paiaguás, e Maggi e Abicalil no Senado.

   Num ginásio lotado por militantes que chegavam nos ônibus fretados pelo partido, com recursos de alta tecnologia, como painel de "led" de alta definição e tradutor de libras, os candidatos da majoritária subiram animados ao palco, onde já se encontravam alguns candidatos das proporcionais, que ficaram separados por uma grade. O primeiro foi o coordenador nacional da campanha de Dilma, José Eduardo Cardoso, que sem ser conhecido pela população local, não chamou muito a atenção. Em seguida, Abicalil mostrou uma faceta irreverente entrando animado no palco e pedindo aplausos ao público. O candidato a vice-governador Chico Daltro (PP) e os casais Terezinha e Blairo Maggi (PR), e Roseli e Silval Barbosa, foram reverenciados pela militância. Houve intervalo de alguns segundos até o anúncio da presença de Dilma. Outros candidatos foram subindo ao palco discretamente, como o primeiro suplente de Maggi, José Aparecido dos Santos, o Cidinho (PR), e a senadora Serys, que na disputa por uma vaga na Câmara Federal, era a única candidata proporcional no palco.


Em carreata, Dilma Rousseff (PT) segue do aeroporto de Vg até o Colégio São Gonçalo

   Maggi foi o primeiro a tomar a palava. Muito à vontade, assim que pegou o microfone, cantou seu "jingle" animando os presentes e, ainda, ensinando a coreografia para a candidata à presidência, que o acompanhou. Sob aplausos entusiasmados, Abicalil manteve o clima de animação que só não foi correspondido pelo desafeto de Serys, que mais uma vez teve que dividir o palanque com ele à revelia. Enquanto o deputado discursava, a senadora, que ficou em segundo plano durante o ato, cruzou os braços e balançava a cabeça, em sinal negativo. Silval, por sua vez, foi quem teve o discurso menos inflamado, falando de propostas e referendando seu apoio à Dilma.

   Já a petista, logo depois de iniciar sua fala, cumprimentando as pessoas, calou-se por alguns segundos e deu voz aos militantes que lotavam o ginásio entoando gritos de guerra a favor da presidenciável que chegou até a ensaiar um apelo emocional. “Assim vocês vão me fazer chorar daqui a pouco”, disse. Sempre se dirigindo primeiramente às mulheres, a candidata ressaltou que tanto o país como ela estão preparados para ter sua primeira presidente. “Dizem que as mulheres não são realistas, objetivas, questionam sua capacidade administrativa, mas se elas não fossem realistas, como dariam conta de cuidar de suas casas?” questionou às militantes.

   A partir daí, ela concentrou seu discurso nos feitos feministas e na força de trabalho das mulheres e usou um dos jargões de sua campanha. “Como o Lula dizia que não podia errar quando fosse eleito porque nunca mais confiariam em um trabalhador, eu também não posso errar porque sou mulher. Se eu errar à frente do governo, vão dizer que é porque sou mulher”, destacou.


Centenas de pessoas acompanham discurso de Dilma Rousseff em Cuiabá
Fotos: Josinei Moreira