Edivá Alves (PSDB) apresentou pedido de licença e deve voltar a secretaria de Trânsito e Transportes Urbanos ainda nesta semana. O tucano comanda a pasta desde janeiro de 2009 e só voltou ao parlamento municipal, em agosto, devido a polêmica envolvendo a eleição da Mesa Diretora, que ocorreu no início do mês. Seu voto, assim como o do ex-secretário de Esportes e Cidadania de Cuiabá, Néviton Fagundes (PRTB), foi fundamental para que Júlio Pinheiro (PTB) se consagrasse como sucessor de Deucimar Silva (PP). Ele deixa a Casa em meio a uma onda de denúncias e polêmicas, mas argumenta que precisa terminar alguns projetos que começou na pasta de Trânsito e Transportes Urbanos. “Sou engenheiro civil e estou trabalhando junto com a Agecopa, no planejamento de obras voltadas a Copa, além de integrar a equipe que busca a retomada das obras do PAC”, argumenta o tucano.
A saída dele foi criticada por alguns vereadores cuiabanos como Everton Pop (PP). O progressista fez questão de lembrar que a volta do tucano foi um dos motivos para o início da crise que se instaurou na Câmara. Ele questiona também o fato de Edivá voltar ao staff do Palácio Alencastro justamente agora, em meio ao clima desarmônico no Legislativo. O tucano, por sua vez, ressalta que o Regimento Interno garante a ele o direito de se licenciar. Com a saída dele, deve voltar ao parlamento municipal Roosivelt Coelho (PSDB).
Esta vai ser a segunda vez que ele assume a cadeira. Roosivelt legislava desde janeiro de 2009, mas resolveu se licenciar da Câmara em 6 de maio para ser assessor especial da campanha do tucano Wilson Santos que disputa o Paiaguás. Como se afastou para tratar de assuntos pessoais, o suplente Tiago Nunes (PSDB) não foi empossado e a Câmara estava com apenas 18 vereadores. Agora ele volta ao parlamento em meio a um clima tenso, onde a troca de acusações se tornou rotina.