O secretário municipal de Infraestrutura Euclides Santos foi até o escritório da Qualix Serviços Ambientais Ltda para rescindir o contrato com a empresa responsável pela coleta de lixo em Cuiabá. Euclides deve explicar como vai ficar o serviço na Capital numa coletiva nesta sexta (16), no Palácio Alencastro. A "briga" começou após a renovação de um contrato emergencial pela quarta vez com a empresa. O rompimento do contrato deve custar mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos, já que venceria apenas em 12 de agosto. O procurador-geral do Município, Fernando Biral, garante que já há 3 empresas interessadas em prestar serviços à prefeitura de forma emergencial. Mesmo assim, ele não soube adiantar os nomes.
Estima-se que sejam coletadas 450 toneladas de lixo diariamente em Cuiabá. No final do ano passado, a empresa protagonizou uma crise, quando foi multada por falha no recolhimento de resíduos sólidos em 274 bairros da Capital, motivadas, segundo a empresa, pela falta de pagamento por parte da prefeitura. O ex-prefeito Wilson Santos (PSDB) chegou a encaminhar e aprovar na Câmara o projeto que autoriza a transferência da incumbência da coleta de lixo para a Sanecap, no entanto, ao menos por enquanto, a companhia ficou responsável apenas pela construção do aterro sanitário.
Euclides já havia avisado que não seriam mais válidas as desculpas dadas anteriormente pela Qualix para o atraso na limpeza dos bairros. No entanto, a empresa continua não praticando a coleta de forma eficiente, prejudicando bairros como o CPA IV e e o Planalto.
A empresa foi contratada pela prefeitura, atualmente sob Chico Galindo (PTB), por seis meses. O valor do certame foi de mais de R$ 9,3 milhões, mas, pelas falhas apresentadas, Euclides afirmou que o pagamento terá uma redução de R$ 1,8 milhão. Este valor corresponde à 20% do valor contratado e serve como uma forma de punição pelo atraso na coleta.