RDnews - Poderes e Bastidores


CUIABÁ | 20/06/2010 - 13:01

França nega ter deixado de pagar precatórios no mandato

Joelma Pontes

   O ex-prefeito de Cuiabá e ex-deputado Roberto França (sem partido), hoje coordenador de marketing da Agecopa, desmentiu nesse domingo (20) ter feito a afirmação, em seu programa televisivo, o "Resumo do Dia", de que não quitou um único precatório durante os oito anos em que comandou o Palácio Alencastro. “Na verdade, na edição que foi ao ar na última quinta (17), eu disse que não paguei nenhum precatório fora da ordem cronológica, bem diferente do que publicaram na imprensa”, reagiu.

   Ele também contestou a declaração do procurador-geral de Cuiabá, Fernando Biral, de que a prefeitura só começou a honrar precatórios durante a gestão do ex-prefeito Wilson Santos (PSDB). França garante, por exemplo, que em seu mandato (1997-2004) cumpriu acordo com o Tribunal Regional do Trabalho para pagamento de dívidas, convertidas em papeis, com servidores. "Tanto que, ao ser intimado pelo Tribunal de Justiça devido à cobrança de outros precatórios, aleguei que não poderia quitá-los porque havia outros à frente na fila, principalmente referentes à desapropriação de terrenos", explicou. 

   O ex-prefeito enalteceu sua gestão ao frisar que não desrespeitou a ordem cronológica dos pagamentos. “Não poderia desrespeitar a Lei. Justifiquei ao TJ que iria pagar um por um, conforme as regras”, defendeu-se. França fez questão de culpar o ex-prefeito José Meirelles pela decisão desfavorável da Justiça Estadual, que determinou a intervenção do Estado no município. “Ele atropelou a ordem cronológica e quitou pendências financeiras com Kalil Maluf, o quinto da fila, sem antes ter honrado os débitos com os credores mais antigos ", frisou - confira aqui.

   França assumiu a Prefeitura de Cuiabá em 1997, reelegeu-se em 2000 e só entregou o cargo em 2004. Em janeiro do ano seguinte, Wilson Santos (PSDB) assumiu a cadeira de chefe do Executivo. Com a renúncia do tucano em março deste ano para concorrer à sucessão estadual, a "batata-quente" dos precatórios ficou nas mãos de Chico Galindo (PTB), que da condição de vice-prefeito passou a comandar um Alencastro atolado em dívidas.