O Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá está funcionando sem a presença de policiais militares desde junho deste ano, o que compromete a segurança no local. Antes da reforma, o posto da polícia era localizado na entrada do box de emergência, facilitando o registro de acidentes de trânsito com vítimas e de suspeitos envolvidos em crimes. No entanto, depois das obras feitas no hospital, o posto foi desativado. Segundo o comandante do 1º Batalhão da PM, Walter Silveira Santos, após a reforma "o atendimento emergencial ficou distante do local destinado aos policiais, tornando ociosa a presença deles no local". Agora, quando os funcionários suspeitam de algum paciente, devem chamar a polícia.
O secretário municipal de Saúde, Maurélio Ribeiro, afirma que a reforma ainda não está encerrada e que está fazendo o possível para remediar a situação. Como defesa, ele alega que vários serviços do Pronto-Socorro estão alojados em locais provisórios, como é o caso dos bancos de sangue e de leite. "Diversas unidade do hospital estão em espaços improvisados. Já mandei destinar uma nova sala para a PM. Agora, é claro que não vai ser o desejo de localização que eles tinham, nós vamos fazer o que é possível", defendeu-se o secretário.
Já para o presidente do Sindicato Estadual dos Enfermeiros, Dejamir Souza Soares, a presença dos policiais é extremamente necessária, pois ajuda a coibir ações violentas dentro da unidade. "Já vimos casos de resgates e assassinatos feitos aqui por facções criminosas, fugas. É importante termos o efetivo da PM pra coibir esse tipo de atitude. Nós, profissionais da saúde, não temos como diagnosticar quem é bandido e quem não é", justificou Dejamir. Em maio deste ano, enquanto o posto policial ainda funcionava, bandidos invadiram o hospital, renderam funcionários e os assaltaram.
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