O candidato a deputado federal Pedro Henry (PP) classificou como injusta a decisão do Tribunal Regional Eleitoral desta terça (20) que o tornou inelegível. Além disso, o parlamentar sustenta ser vítima de perseguição por parte do ex-procurador da República e candidato ao Senado Pedro Taques (PDT), que supostamente teria anunciado o resultado da decisão do TRE, antes mesmo do julgamento. Henry, inclusive, ter provas e testemunhas de que, em reunião com membros do PDT, Taques garantiu que o progressista perderia o embate jurídico. “Quero saber como ele teve acesso a essa informação privilegiada”, alfineta.
A briga entre os dois é antiga, mas o clima azedou de vez após a Polícia Federal deflagar a Operação Jurupari. Na época Henry afirmou que Taques, o juiz federal Julier Sebastião da Silva e o procurador da República Mário Lúcio Avelar faziam parte de uma quadrilha de psicopatas – veja mais aqui. Desta vez, o progressista também tenta vincular Taques a sua condenação de inelegibilidade por três anos, que caiu como um balde de água fria em sua candidatura ao quarto mandato na Câmara Federal.
Além de alfinetar Taques, o progressista sustenta que não disse nada demais na entrevista concedida ao um programa da TV Descalvados, afiliada do SBT em Cáceres, que originou a denúncia e condenação. “Limitei-me a emitir declarações sobre a saúde, na condição de médico e deputado federal. Não pedi votos a ninguém”, alega Henry.
Para Henry, houve interpretação política no TRE. “Não concordo e, por isso, vou recorrer. Sou candidato e vamos obter uma grande vitória nas urnas”, reagiu o progressista, que além de reverter a decisão ainda pode ter a situação política ainda mais insustentável caso o TRE julgue procedente os três pedidos de impugnação de sua candidatura impetrados contra ele no Tribunal.