O empresário Mauro Mendes (PSB), presidente da Fiemt, não acredita que o projeto de candidatura própria do PSB ficará comprometido caso o PPS abandone o grupo de partidos que compõem a chamada terceira via. Ele também não crê no rompimento definitivo dos socialistas com o bloco. “O jogo só está começando. Até junho, mês das convenções partidárias, muita coisa vai mudar. Historicamente é assim”, analisa.
Apesar da executiva do PPS no Estado ser comandada pelo deputado estadual Percival Muniz, Mendes avalia que a candidatura própria é viável mesmo sem o apoio dos socialistas. “Isso não muda em nada a estratégia do PSB. Uma candidatura não é feita apenas de partidos, ouvir a sociedade também é importante”.
Segundo ele, até junho haverá uma “enxurrada” de declarações na imprensa relacionadas a virtuais mudanças de apoios entre as lideranças políticas. Nesta quarta (27), o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, diz que o partido vai estar com o PSDB e DEM na disputa ao governo estadual. “Isso faz parte do jogo. Nós estamos dialogando com todas as lideranças políticas e muita coisa vai mudar antes das convenções”.
Em relação à data do anúncio da possível candidatura ao governo, Mendes pondera que o partido está construindo o projeto. “Uma decisão desta envergadura não é simples. Temos que levar muita coisa em conta”. Caso seja candidato, Mendes pretende anunciar oficialmente a decisão no final de março.
Indagado sobre a possibilidade de ser candidato a vice na chapa encabeçada pelo vice-governador Silval Barbosa (PMDB), o empresário disse que nunca conversou com o peemedebista sobre o assunto. Ele pondera que não existe candidatura a vice, pois isso geralmente é definido dias antes do registro da chapa . “Historicamente o nome só é escolhido com 15 dias de antecedência. Além disso, o eleitor não vota em vice”, analisa.