A ex-juíza Maria Cristina Oliveira Simões, uma das magistradas punidas com a aposentadoria compulsória pelo Conselho Nacional de Justiça, afirmou que vai ingressar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal. Ela destacou que quer voltar a atuar na 9ª Vara Criminal de Cuiabá, onde trabalhou por seis anos. “Eu quero voltar para ter o direito de sair de cabeça erguida. Não entrei pelas portas do fundo”, disse a magistrada.
De acordo com a investigação que resultou aposentadoria compulsória pelo CNJ, a juíza recebeu R$ 227.407,85 em indenizações de férias, décimo terceiro e licença premium. Desse total, R$ 177 mil foram usados para socorrer a maçonaria, orientadas pelos pelos então juízes Antonio Horácio da Silva Neto e Marcelo Souza de Barros. Maria Simões chama os dois de amigos. “Socorri meus colegas. Meus amigos”, disse. Perguntada se “doaria” verbas novamente, ela reconheceu que faria tudo de novo. “Se eu emprestaria meu dinheiro para meus amigos, que estivessem necessitando? Com certeza!”.
Assim como os outros nove envolvidos, Maria Simões espera uma resposta positiva do STF. Somente uma decisão favorável e rápida do STF poderia impedir a eleição à presidência do TJ, prevista para a próxima quarta (23).
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