RDnews - Poderes e Bastidores


JUSTIÇA | 15/05/2010 - 15:15

Justiça ouve Arcanjo sobre operação financeira com AL

Lislaine dos Anjos

   O ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro compareceu a mais uma audiência judicial na sexta (14). Ele responde a mais um proceso como réu, mas, desta vez, as acusações são de peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e improbidade administrativa. A acusação aponta que Arcanjo e mais seis acusados, entre eles cinco servidores da Assembleia teriam movimentado cerca de R$ 60 milhões entre 1995 e 2002. Segundo o juiz José Arimatéia Neves Costa, "a denúncia relata que os cheques eram recebidos da Assembleia para pagamento a empresas inexistentes". Alguns dos cheques, inclusive com valores altos, eram sacados por servidores da AL na boca-do-caixa do Banco do Brasil e da Confiança Factoring, empresa que pertencia a Arcanjo na época.

   O advogado de defesa, Zaid Arbid, alega que toda a operação feita com a AL estava dentro da lei. "O Arcanjo operou com a Assembleia em função de um atraso do duodécimo do governo do Estado. Para a AL fazer frente às despesas, ela buscou aporte financeiro de uma outra forma", justifica Arbid. O processo original ainda trazia o nome do presidente da AL, deputado José Riva, e do conselheiro do TCE, ex-deputado Humberto Bosaipo. Na época das operações, eles eram primeiro-secretário e presidente da Casa, respectivamente. Ambos, porém, possuem foro privilegiado e vão ser julgados separadamente. A sentença desse processo deve sair em até 120 dias.

   Arcanjo foi preso em 2003, sob acusação de chefiar o crime organizado em MT e de ser mandante de sete assassinatos, entre eles o do proprietário da Folha do Estado, Sávio Brandão. A defesa já ingressou com um pedido de progressão de pena, alegando que o ex-policial já cumpriu parte da pena e tem bom comportamento, podendo, assim, ganhar a liberdade condicional.

------------------------------------------------
Clique no play e confira a reportagem da TVCA