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Entrevista | 23/03/2010 - 09:42

Maggi critica Pátio, diz fazer obras e não ter em quem confiar

Adriana Nascimento

   O governador Blairo Maggi (PR), em entrevista à Rádio Cultura de Cuiabá, afirmou que nunca deixou de investir em Rondonópolis, ao contrário do que diz o prefeito Zé do Pátio (PMDB).  Conforme Maggi, o peemedebista tem reclamado e colocado nas costas do governo suas próprias deficiências como gestor. “Não diminuímos nada nos repasses. O que acontece é que as obras que são feitas lá são feitas diretamente pelo Estado porque não posso entregar obras nas mãos de quem não confio. Prefiro fazer as obras enquanto governador na cidade. Inclusive estarei lá na próxima sexta (26). Este será o último ato de governo na cidade onde eu moro”. Ele vai inaugurar a canalização do córrego Canivete com recursos da União e Estado com emenda do deputado federal, Wellington Fagundes (PR). No bairro Cidade de Deus, Maggi vai lançar o asfalto do conjunto habitacional que foi um de seus compromissos de campanha. Em Rondonópolis também vai lançar a a pavimentação da Rodovia do Leite.

   Maggi reclama que uma das provas de que nunca deixou de investir em Rondonópolis, são as críticas feitas pela sociedade cuiabana. “Apanho de cá pra lá e de lá pra cá. É só ver o que era a cidade desde que eu assumi o governo e no que se transformou hoje, numa cidade industrial”, lembrou. Para o governador, se a cidade não aproveitar o momento, com a chegada da Ferronorte, para se consolidar como pólo industrial, está fadada ao marasmo porque não tem mais espaço para a agricultura e a pecuária. “A cidade precisa ter um prefeito com uma equipe que corra atrás. É só olhar o trabalho que fizemos com as empresas que foram para lá por causa dos incentivos fiscais”, alfinetou.

   O republicano lembrou ainda que perdeu um pouco do entusiasmo que tinha por Rondonópolis por conta da gestão de Pátio. “A gestão do prefeito leva a essa situação porque ele tem dificuldade de sentar com os empresários para ter entendimento. Por isso, de forma nenhuma deixamos Rondonópolis de lado. Buscamos foram outras formas de levantar a cidade”.