
Em discurso ao lado dos colegas republicanos Wellington Fagundes e Emanuel Pinheiro e de Silval Barbosa (PMDB), o governador Blairo Maggi disse que no PR não tem traíra e que apoiará o peemedebista do começo ao fim
A menos de um mês de deixar o mandato, o governador Blairo Maggi disse neste sábado, no encontro do PR em Rondonópolis, que não tem qualquer definição sobre quem serão os suplentes de sua chapa ao Senado e, em tom de brincadeira, avisou que pretende, se eleito, concluir o mandato até o final. Ele lembrou de comentários segundo os quais poderia vir a ser ministro para, ao final, mandar recado: "não adianta suplente pensar que eu vou ser ministro, que não vou. Ser for eleito, vou cumprir o mandato de oito anos".
As declarações de Maggi caíram como "balde de água fria" sobre a cabeça de alguns pretendentes à primeira e segunda suplência de sua chapa, como o deputado estadual Mauro Savi, líder do governo na Assembleia, e o secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki.
Maggi fez discurso marcado pelo otimismo. Enalteceu a sua administração, que teve início em janeiro de 2003 e confirmou que, de fato, pretende disputar uma das duas cadeiras no Congresso Nacional. Ele renuncia ao mandato no próximo dia 31. Nesse mesmo dia, o PR, sob orientação do próprio Maggi, pretende realizar um ato para comunicar oficialmente aliança em apoio ao nome do vice Silval Barbosa (PMDB), que vai assumir o Paiaguás e será o candidato da situação na disputa à cadeira de chefe do Executivo estadual.
O encontro foi na chácara "Vó Miná", do deputado federal Wellington Fagundes, presidente regional do PR. Reuniu líderes republicanos, como Maggi, deputados estaduais e federais, pré-candidatos e representantes de outras siglas, como do PT, do PC do B, do PV, do PPS, do DEM e do PRP. Os discursos foram em defesa do nome do peemdebista. Todos lembraram do resultado da pesquisa do instituto Mark, realizado entre 20 e 25 de fevereiro em parceria com o RDNews e que revela empate técnico entre o tucano Wilson Santos e Silval.
Blairo Maggi lembrou das declarações do presidente do PMDB, deputado Carlos Bezerra, de que na legenda peemdebista não há espaço para traidores e também mandou recado: "Vou repetir o que o Bezerra falou lá no PMDB. Aqui no PR não tem traíra". O governador descarta qualquer hipótese de apoiar, por exemplo, o nome do empresário Mauro Merndes (PSB) e garante estar no palanque de Silval do começo ao fim da campanha.
Silval, por sua vez, fez agradecimentos e disse que tem obrigação e condições de fazer um governo melhor do que a gestão Maggi. Disse que vai receber um governo com todas as condições favoráveis e que terá apoios importantes para ajudá-lo a comandar o Estado. "Vamos ter o Blairo no Senado, o Pagot no Dnit e o Rodrigo Figueiredo no Ministério das Cidades". Figueiredo é secretário-executivo do Ministério das Cidades, é filiado ao PP e tem se empenhado pela pré-candidatura do peemedebista.