O governador Blairo Maggi (PR) admitiu nesta sexta (26) que o ex-correligionário Mauro Mendes, que deixou o partido para disputar o Palácio Paiaguás pelo PSB, é um bom candidato. O republicano também lamentou que o empresário e presidente da Fiemt não esteja concorrendo à sucessão pelo PR. O governador pondera, porém, que mantém o apoio ao vice Silval Barbosa (PMDB) na empreitada. “Nunca vão me ouvir dizer que ele (Mendes) não tem perfil para o cargo ou que não é indicado. Lamento sua não candidatura pelo nosso partido e também não o termos eleito prefeito da capital porque, assim, teríamos uma outra realidade em Cuiabá se isso tivesse ocorrido”, disse, em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Record.
Maggi defendeu o projeto à majoritária de Silval sob o argumento de que peemedebista conhece a máquina administrativa e fará um bom governo, principalmente se a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata à presidência da República, Dilma Rousseff (PT), for eleita. “Assinamos convênio para a Educação de R$ 200 milhões. Quando conseguiríamos isso sem o alinhamento com o governo federal?”, questionou.
Em relação ao fato de não estar no mesmo grupo do senador Jayme Campos (DEM), Maggi alega que uma eleição é quase uma partida de futebol, com 22 amigos que se dividem para disputar. Segundo o republicano, o grupo depende de cada momento. “Jayme (Campos), de fato, nos ajudou a sermos eleitos por duas vezes. Mas também ajudei Jonas e Jayme. São combinações políticas daqueles momentos que foram cumpridas. Se ele achou por bem ficar em outro time, foi a escolha dele”.
O chefe do Executivo alfinetou ainda a candidatura do prefeito Wilson Santos (PSDB), aliado de Jayme. “Lá o senador ficou em segundo lugar, mas na pesquisa do grupo ele estava em primeiro, na frente do tucano”.
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