O procurador da República e pré-candidato ao Senado, Pedro Taques, elogiou a decisão do CNJ que aposentou compulsoriamente 10 juízes e desembargadores de Mato Grosso sob acusação de desviar R$ 1,5 milhão do Tribunal de Justiça para a maçonaria. As afirmação foi feita nesta sexta (5), na Rádio Cidade, no programa Rádio Independente, apresentado por Edivaldo Ribeiro.
Taques disse que teve a oportunidade de ler o parecer final do procurador-geral da República Roberto Gurgel, que pediu as aposentadorias. Segundo o procurador, os 14 conselheiros do CNJ só condenaram os magistrados porque realmente existiam elementos suficientes para isso. Apesar de exaltar a decisão do CNJ, Taques pondera que a sociedade não pode “generalizar” e precisa confiar no poder do Judiciário, mesmo diante do escândalo.
Em 23 de fevereiro, por unanimidade os conselheiros do CNJ decidiram punir 10 juízes e desembargadores com aposentadoria compulsória, maior punição que um magistrado pode sofrer. Eles protagonizaram um dos maiores escândalos envolvendo membros do poder Judiciário no país.
Foram condenados os ex-presidentes do Tribunal de Justiça, José Ferreira Leite e Mariano Travassos, além do desembargador José Tadeu Cury e os juízes Marcelo Souza de Barros, Irênio Lima Fernandes, Antônio Horácio da Silva Neto, ex-presidente da Associação de Magistrados do Estado (Amam-MT), Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, filho de Ferreira Leite, Juanita Cruz Clait Duarte (filha do ex-presidente do TJ desembargador Wandir Clait Duarte - já falecido), Maria Cristina de Oliveira Simões e Graciema Caravellas. Com a aposentadoria de Travassos durante o mandato à frente do TJ, foi necessária a realização de um novo pleito, que elegeu José Silvério Gomes - confira aqui.