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Repercussão | 05/03/2010 - 16:44

Na bronca com carta de Serys, Alexandre contrapõe críticas

Lislaine dos Anjos

Deputado federal, Carlos Abicalil (PT)Senadora Serys Marly (PT)   O deputado estadual Alexandre César (PT) subiu à tribuna da Assembleia, em sessão realizada nesta quarta (03), para responder à carta enviada pela senadora petista Serys Marly.  Assinado por ela e apoiadores, o comunicado foi remetido aos veículos de comunicação, militantes do partido e à sociedade. Nele a senadora reclama da decisão do presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Abicalil, de se candidatar ao Senado, uma vez que ela pretendia disputar a reeleição. Serys não poupou críticas e classificou a ação do deputado de "atentado contra o partido, contra uma militante histórica, uma mulher e, por conseguinte, contra as conquistas de todas as mulheres, já tão poucas na política".

   Em resposta inflamada, Alexandre rechaçou as acusações feitas pela senadora. Por meio de um artigo assinado por ele e outros companheiros petistas, intitulado "Democracia no PT: Direito e Dever", o deputado condenou a postura de Serys. Afirmando que a candidatura de Abicalil é um direito legítimo, o parlamentar acrescentou que "não é correto travar a disputa na mídia, como está fazendo a senadora e seus apoiadores".

   Alexandre recordou que em 2005, quando Serys presidia o partido e decidiu concorrer ao Senado, todos a apoiaram. Ele lembrou que houve debates internos, mas que foram problemas resolvidos dentro do PT, e que nenhum grupo recorreu à imprensa como porta-voz. "A minoria fez o debate interno. Vencida a posição, encaminhou uniformemente a decisão da maioria. Sem ameaças, sem retaliação", ressaltou. O deputado mostrou-se indignado com a insinuação de que o partido seja autoritário e alfinetou: "Quem afirma que 'o partido é um feudo de um grupo que com extrema voracidade tudo quer para si' ou não conhece, ou não aceita, ou não quer exercer os fundamentos de nosso estatuto". Alexandre afirmou que, no contexto atual, o nome de Abicalil "reúne as melhores condições do ponto de vista político e eleitoral", dando margens à interpretação de que a senadora deveria retribuir o apoio de outrora.

   O deputado não deixou passar em branco o já tão conhecido discurso usado por Serys, sobre a participação das mulheres na política. "O discurso de que mulher deve votar em mulher, sem outras referências politicas, é pobre e acrítico. Então, a Dilma poderia ser candidata pelo PSDB ou DEM e as mulheres deveriam votar nela?", indagou. Em seguida, Alexandre disse que os petistas irão votar em Dilma "porque ela tem lado" e que "é motivo de orgulho para homens e mulheres". Ao finalizar, o parlamentar ainda tentou amenizar a repercussão do tema, afirmando que "lugar de mulher é na política" e que "Serys deve continuar sua trajetória no PT" e não abandonar a vida pública.

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