A greve dos médicos residentes de Cuiabá compromete ainda mais a situação da saúde pública na Capital. No hospital Júlio Miller os quartos estão vazios e as consultas prejudicadas. "Nós temos um calendário de cirurgias que são agendadas pela central e que estão sendo bastante reduzidas", conta o médico residente Itamar Diniz. A categoria pede um reajuste de 28% da bolsa que os médicos recebem mensalmente. De acordo com os grevistas, o governo federal chegou a oferecer 20%, mas esse valor já era inferior ao proposto em 2006 e que não foi cumprido.
Mato Grosso conta hoje com 120 médicos residentes. Desse total, apenas 30% continuam trabalhando para garantir o atendimento dos casos de urgência e emergência. Os residentes são médicos formados e aprovados em concurso público. Eles atuam de 2 a 6 anos, dependendo da especialização, e cumprem uma jornada de 60 horas de trabalho por semana. O valor da bolsa, com todos os descontos, não chega a R$ 1,7 mil.
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