O presidente da Câmara de Primavera do Leste (a 231 km de Cuiabá), Paulo Castanõn, o Paulinho Corretor (PMDB), contrapõe as acusações feitas pelo ex-assessor do vereador Messias Di Caprio (PP), Douglas Aguiar Marques, e insinua que ele é movido por interesses escusos já que apenas resolveu o denunciar após a sua exoneração. “Se ele sabia de alguma coisa irregular, porque não pediu a exoneração antes e saiu para denunciar? Ficou até ser exonerado sob graves acusações (tráfico de drogas), para só então fazer as tais denúncias. Isso mostra bem seu caráter", dispara o peemedebista. Douglas foi denunciado por Messias pelo crime de tráfico de entorpecentes, mas o inquérito foi arquivado por falta de provas.
Paulinho ficou na bronca depois que Douglas tornou pública uma denúncia junto ao Ministério Público e ao TCE onde é acusado de efetuar compras excessivas de produtos, como água mineral e insufilme para janelas, combustível, além da contratação de serviços publicitários sem licitação. Somente em um mês o presidente do Legislativo teria gasto R$ 6 mil na compra de água. Após as denúncias, o MP instaurou uma ação civil pública e o TCE analisa a documentação encaminhada – veja aqui. Para fazer o contraponto, o peemedebista garante que as contas da Câmara Municipal estão abertas e à disposição de qualquer cidadão. Frisa que até agora o TCE não apontou nenhum indício de irregularidade.
"Formalizar uma denúncia no TCE ou no MP é fácil. Quero ver comprovar o que está dizendo?” desafia.
O presidente da Câmara questiona os motivos que levaram Douglas a denunciá-lo. "Quem o está sustentando? Qual a ocupação dele?", questiona, numa acusação velada de que o ex-parlamentar estaria tentando o atingir a mando do prefeito Getúlio Viana (PR). Ele e o prefeito não se “bicam” e Paulinho faz dura oposição ao republicano. Messias, que foi um dos principais responsáveis pela eleição de Paulinho na Mesa Diretora, também faz oposição a Getúlio.
Por fim, garante que assim que provar a sua inocência vai ingressar com uma ação na Justiça para que seja indenizado por danos morais. “Se for acusar alguém e não puder provar, vai ter que arcar com as consequências”, reforça o peemedebista. Além de Paulinho, o ex-assessor também colocou na “berlinda” o seu ex-chefe Messias. O acusa de obrigá-lo a dividir o salário com o também assessor Fábio Wellington da Silva Lima, que trabalha no gabinete. Além disso, Douglas seria obrigado a repassar R$ 300, dos R$ 600 que recebia de gratificação, ao vereador - saiba aqui.