O prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB), o secretário municipal de Saúde, Maurélio Ribeiro, e o ex-gestor da pasta, Luiz Soares (PSDB), devem ser os próximos a prestar esclarecimentos na CPI da Saúde, instalada pela Assembleia para investigar o caos no setor em todo o Estado. O depoimento deles seria crucial para o andamento dos trabalhos.
A crise na saúde da Capital foi o principal motivo para a instauração da CPI. Na época, Wilson sofria desgaste devido à greve dos médicos, que durou mais de 70 dias. Hoje ele tenta reverter a imagem negativa com a inauguração da reforma do Pronto Socorro Municipal.
A presença dos três foi requerida nesta quinta (4), pelo deputado Percival Muniz, mas ainda não foi referendado por todos os membros da CPI. O documento será apreciado na próxima quinta (11). Além de pleitear a presença dos gestores municipais, o socialista quer ouvir o secretário estadual de Saúde, Augustinho Moro.
Percival reforça a necessidade da oitiva com Wilson, Soares, Ribeiro e Augustinho com o argumento de que recebeu informações de pessoas que morreram por falta de atendimento. Conforme o socialista, as denúncias foram recebidas durante as inspeções feitas pelos membros da CPI nos hospitais na Baixada Cuiabana. “Além de cobrar mais recursos para melhorar a Saúde, temos que apertar o jogo contra os gestores, pois já recolhemos dados suficientes para responsabilizá-los por omissão”, argumenta.
Além de Percival, compõe a CPI da Saúde Sérgio Ricardo (PR), que preside os trabalhos, o relator Wallace Guimarães (PMDB), a vice-presidente Chica Nunes (DEM) e o membro Antônio Azambuja. A CPI da Saúde foi instalada em 4 de novembro de 2009 e tem 180 dias para apresentar um relatório sobre a situação da saúde pública em Mato Grosso.