A Prefeitura de Cuiabá passa a ser obrigada a pagar adicional de insalubridade aos médicos, conforme decisão do juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública, Hildebrando da Costa Marques após pedido feito pelo Sindicato dos Médicos (Sindimed). A implantação desta remuneração deve começar a ser contata no prazo de 48 horas.
A briga da categoria é antiga. Em 2008, por exemplo, o Sindimed também exigiu o pagamento do benefício, que logo depois foi suprimido por força de decreto municipal. A reivindicação é uma das que foram feitas enquanto a categoria esteve em greve. Foram 77 dias de atividades paralisadas por cerca de 700 profissionais que atuam na rede municipal de saúde. Desses, 350 são plantonistas do Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá.
O salário base da categoria é de R$ 1,6 mil. A estimativa da prefeitura é de que em 2014, o piso salarial chegue a R$ 3 mil. A ameaça de greve ainda é realidade, pois além de pedir que aumento salarial seja cumprido conforme acordo estabelecido ainda na administração Wilson Santos, os profissionais exigem melhorias das condições e do ambiente do trabalho. Por meio de assessoria, o secretário de Saúde, Maurélio Ribeiro, avisou que a pasta ainda não teve acesso à decisão, mas o Sindimed afirma que seus representantes entregaram a notificação diretamente ao prefeito de Cuiabá Chico Galindo, que assumiu o Palácio Alencastro em substituição a Wilson.